III. A inteligência da sátira O Livro dos Avarentos · Capítulo 4 de 5
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III. A inteligência da sátira

A força de O Livro dos Avarentos está na combinação entre humor e precisão. A sátira não precisa gritar. Basta deixar o personagem falar até que a própria lógica o denuncie. O riso nasce da distância entre a imagem que ele faz de si mesmo e aquilo que seus atos revelam.

É uma literatura de ouvido atento: frases, desculpas, provérbios e exageros se acumulam como moedas sobre a mesa. Cada argumento brilha, mas o conjunto revela pobreza interior.

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