Capítulo 4 Como eu (Re)encontrei você · Capítulo 4 de 11
Obra Menu

Capítulo 4

A noite toda foi repleta de fondue, vinho, risadas e histórias já contadas diversas vezes, mas que não nos importávamos de contar e ouvir de novo e de novo.

Acordei sentindo meus pés tão gelados quanto um cubo de gelo, notando que eu estava quase caindo do sofá.

Me sentei, coçando os olhos e percebendo que o sol já estava bem aparente no céu, e que eu fui a única deixada para dormir na sala, enquanto Marina e Ana dormiam profundamente na cama de casal no pequeno andar de cima subindo alguns degraus.

Procurei minha mala e peguei as primeiras meias que encontrei, as vestindo e sentindo um alívio quase instantâneo.

Decidi fazer o café, já que meu estômago implorava por comida além de chocolate e salgadinhos fritos.

Além de passar o café e fazer o clássico pão com manteiga, também peguei algumas das frutas já cortadas que haviam sobrado da noite anterior.

Me sentei no sofá novamente, bebendo meu café e mordendo meu pão, ouvindo passos na pequena escada.

— Bom dia — digo com a boca cheia, vendo Marina, e seus cachos desarrumados porque mais uma vez a touca de cetim saiu enquanto ela dormia, só acenar e ir em direção ao banheiro.

Ana, como sempre, foi a última e mais difícil de acordar, mas que acabou cedendo, tomando café com Marina enquanto eu apenas jogava no celular.

— Sonhou com o seu príncipe, Pen? — tentei ignorar, fingindo estar concentrada no jogo — Você expressou tanto ontem como estava com vontade de cavalgar com ele. — arregalei os olhos, olhando para ela e Marina, tentando confirmar se eu realmente havia dito aquilo.

— ANA!!! — Senti minhas bochechas corarem fortemente.

— Que foi?? Ele é um príncipe, e todo príncipe tem seu cavalo, né? — ela diz com olhar ingênuo.

— Cavalgar uma ova, eu não fiquei bêbada o suficiente pra isso..

— Pra isso o que? Expressar o que você realmente tá com vontade de fazer? Até eu cavalgaria…

— EIII!!

—Com ele, não nele. Não se preocupe, ele é todo seu, pode ficar.

— O dia mal começou e vocês já vieram com isso de novo?

—Ué, só repetindo o que você falou.

— Esqueça tudo o que eu disse. Eu não me lembro e nem quero me lembrar.

— Mas você tá com a faca e o queijo na mão, pode só dar uns beijinhos nele e pronto, melhor do que passar vontade. — Marina se aproxima e passa os braços pelo meu pescoço, quase como se fossemos brincar de cavalinho.

Eu odeio essas garotas.

E também amo elas.

— E se a vontade não passar depois? Eu não quero ter que dizer adeus de novo. E eu não vou precisar por que não vai acontecer nada entre ele e eu.

— Tudo bem, chega desse assunto! Vamos limpar isso aqui e ir para o centro, quero comprar um par de meias mais grossas. — Marina sai e Ana a segue, a ajudando a limpar o que haviam sujado enquanto eu encarava a vista e pensava em como eu reagiria se encontrasse ele de novo.

Vou me certificar de não deixar isso acontecer.

1/1
Menu

Fazer anotação