A Uma Tuberculosa Memorial de um Passageiro de Bonde · Capítulo 48 de 48
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A Uma Tuberculosa

Já nenhuma ilusão tua alma estrela;

Nenhuma abrolha em teu caminho triste.

Tudo te é negro: e em tudo quanto existe,

só o que existe de mau se te revela.

Um dia a Vida apareceu-te à ourela

da estrada, e te sorriu. Tu lhe sorriste,

E a seus braços voaste. E assim te viste

entre as garras da bruxa horrenda e bela.

Hoje... Ah! hoje, aí vais por tua estrada

como uma doida que vagasse nua...

Não és mais do que uma alma - alma despida;

E tão indiferente, tão gelada,

tão tristonha e remota como a lua,

refletindo de longe o sol da Vida.

Finis truncat opus

Núcleo de Pesquisas em Informática, Literatura e Lingüística

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