A Uma Tuberculosa
Já nenhuma ilusão tua alma estrela;
Nenhuma abrolha em teu caminho triste.
Tudo te é negro: e em tudo quanto existe,
só o que existe de mau se te revela.
Um dia a Vida apareceu-te à ourela
da estrada, e te sorriu. Tu lhe sorriste,
E a seus braços voaste. E assim te viste
entre as garras da bruxa horrenda e bela.
Hoje... Ah! hoje, aí vais por tua estrada
como uma doida que vagasse nua...
Não és mais do que uma alma - alma despida;
E tão indiferente, tão gelada,
tão tristonha e remota como a lua,
refletindo de longe o sol da Vida.
Finis truncat opus
Núcleo de Pesquisas em Informática, Literatura e Lingüística