O sol Poesias Infantis · Capítulo 4 de 37
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O sol

Salve, sol glorioso ! Ao teu clarão fecundo,

A natureza canta e se extasia o mundo.

Que tristeza, que dó, quando desapareces !

Vens, e a terra estragada e feia reverdeces;

Abres com o teu calor as sebes perfumadas;

Dás flores ao verdor das moitas orvalhadas;

Os ninhos aquecendo, as gargantas das aves

Dás gorjeios de amor, e harmonias suaves;

E, cintilando sobre os tufos de verdura,

Em cada ramo põe uma fruta madura.

A noite é como a morte; o dia é como a vida.

Ó Sol, quando te vais, a alma vaga perdida ...

Os pensamentos mais são os filhos da treva:

Fogem, quando a brilhar, no horizonte se eleva

O Sol, pai do trabalho, o Sol, pai da alegria ...

Salve, anúncio da Vida, e portador do Dia !

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