Justiça Poesias Infantis · Capítulo 20 de 37
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Justiça

Chega à casa, chorando, o Oscar. Abraça

Em prantos a Mamãe.

: “Que foi, meu filho?”

—“Sucedeu-me, Mamãe, uma desgraça!

Outros, no meu colégio, com mais brilho,

Tiveram prêmios, livros e medalhas...

Só eu não tive nada!”

: —“Mas porque não trabalhas?

Porque é que, a uma existência dedicada

Ao trabalho e ao estudo,

Preferes os passeios ociosos?

Os outros, filho, mais estudiosos,

Pelas suas lições desprezam tudo...

Pois querias então que, vadiando,

Os outros humilhasses,

E que, os melhores prêmios conquistando,

Mais que os outros brilhasses?

Para outra vez, ao teu prazer prefere

O estudo! e o prêmio alcançarás sem custo:

E aprende: mesmo quando isso te fere,

É preciso ser justo!”

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