Viagem de Bakel à Gâmbia, por Boulebané. Viagem Científica de Três Jovens Senegaleses · Capítulo 4 de 4
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Viagem de Bakel à Gâmbia, por Boulebané.

» Permanecemos em Bakel até 25 de janeiro de 1844. Partimos dali às quatro horas da tarde; chegamos no dia 28 a Boulebané e ali passamos a noite. No dia seguinte, partimos de Boulebané às quatro horas da tarde, para passar a noite em Sénou-Amanaly; continuávamos vendo as montanhas de Boulebané; chegamos às seis horas da tarde a Sénou-Amanaly; essa aldeia é habitada por fulas.

Partimos de Sénou-Amanaly em 30 de janeiro, às sete horas da manhã, rumo a Fétoubouki; o caminho é muito longo; há pequenas montanhas vermelhas; chegamos a Fétoubouki às onze horas da manhã. Partimos dali às onze horas da noite, rumo a Denndoudé; há árvores, baobás e pequenas montanhas vermelhas. Entre Fétoubouki e Denndoudé há uma aldeia chamada Toudegomba. Chegamos a Denndoudé às seis horas da tarde.

No dia seguinte, 31 de janeiro, partimos dali às sete horas da manhã, rumo a Fétougnébée; entre Denndoudé e Fétougnébée há uma aldeia chamada Diolimaïl e outra chamada Lodjara. Chegamos a Fétougnébée às dez e meia da manhã; partimos dali às duas horas da tarde, rumo a Fergo; há muitas árvores, baobás e longans; chegamos a Fergo às seis horas da tarde.

Partimos dali no dia seguinte, 1º de fevereiro, às sete horas da manhã, e passamos por uma aldeia chamada Kidiolé, a caminho de Andiaré, onde chegamos ao meio-dia. Como estávamos cansados, ali passamos o dia e a noite.

Partimos de Andiaré em 2 de fevereiro, às seis horas da manhã, e chegamos a Tolibadio às onze e meia da manhã. Nessa aldeia, os habitantes falam a língua uolofe. Partimos de Tolibadio às três horas da tarde e chegamos a Wigné às seis horas; partimos dali em 4 de fevereiro, às sete horas da manhã; passamos por Thaïel e chegamos a Thiara em 5 de fevereiro, às sete horas da manhã, e a Ditilé, às dez e meia. Deixamos esse lugar às duas horas da tarde, rumo a Kaïr; chegamos ali às seis e meia da tarde; os habitantes são fulas.

Partimos de Kaïr em 6 de fevereiro, às sete e meia da manhã; chegamos a Nevde às seis horas da tarde; há muitas árvores e longans. Partimos de Nevde em 7 de fevereiro, às sete e meia da manhã, rumo a Kadiara; há muitas árvores e longans. Chegamos a Kadiara às dez horas da manhã. Essa aldeia é habitada pelos Saucés, uma tribo de mandingas.

Os habitantes fabricam a cerveja da seguinte maneira: pilam o milhete num pilão, retiram-lhe o farelo, colocam o milhete assim preparado numa grande cabaça cheia de água e depois o deixam exposto ao sol durante quatro dias; passado esse tempo, retiram o milhete e bebem a cerveja, que então possui uma força extraordinária.

» Outra observação. As moças só se vestem depois de casadas; caso algumas delas não encontrem marido, ficam condenadas a nunca se vestir.

Partimos de Kadiara às quatro horas da tarde, para dormir numa floresta onde chegamos às oito horas. No dia seguinte, 8 de fevereiro, partimos da floresta às cinco horas da manhã e chegamos a Samba-Counda ao meio-dia.

Partimos de Samba-Counda para dormir em outra floresta, à qual chegamos às oito horas da noite; dormimos debaixo de duas árvores enormes chamadas sumaumeiras, cuja madeira é usada na fabricação de pirogas: essas pirogas são tão grandes que podem comportar toda a carga de uma grande escuna.

Partimos no dia seguinte, 9 de fevereiro, às três horas da manhã, e chegamos a Faudé-Coundé às sete horas da noite; ali passamos o restante do dia e da noite. Partimos de Faudé-Coundé no dia seguinte, 10 de fevereiro, às oito horas da manhã, e às onze e meia daquela mesma manhã chegamos a Soutouka; partimos dali às duas horas da tarde, para dormir em Fulatenda.

Encontramos um grande braço d’água no meio do caminho; ali há água doce. Encontramos em Fulatenda um brigue inglês no rio Gâmbia; ficamos alojados a bordo durante seis dias. Dali embarcamos para vir a Saint-Louis, passando por Sainte-Marie e Gorée.

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