Escravocratas Poemas Humorísticos e Irônicos · Capítulo 37 de 49
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Escravocratas

Oh! Trânsfugas do bem que sob o manto régio Manhosos, agachados -bem como um crocodilo, Viveis sensualmente à luz dum privilégio Na pose bestial dum cágado tranqüilo. Eu rio-me de vós e cravo-vos as setas Ardentes do olhar -formando uma vergasta Dos raios mil do sol, das iras dos poetas, E vibro-vos à espinha -enquanto o grande basta O basta gigantesco, imenso, extraordinário- Da branca consciência -o rútilo sacrário No tímpano do ouvido- audaz me não soar. Eu quero em rude verso altivo adamastórico, Vermelho, colossal, d'estrépito, gongórico, Castrar-vos como um touro -ouvindo-vos urrar!

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