Marche aux flambeaux - I
Rompe na aurora o sol que a terra esbofeteia Com látegos de chama, iriando o pó e a areia, Iriando os vegetais de ricas pedrarias, Dos rubis e cristais das ourivesarias; Aurora acesa em cor de púrpura de cravos Opulentos, febris, ensanguinados, bravos; De ritmos leves de harpa e frêmitos e beijos Que são da natureza os trêmulos arpejos; Aurora que sorri, que traz pomposamente Todo o raro esplendor da luz resplandecente, Das paisagens louçãs no fúlgido matiz O aroma a derramar da meiga flor de lis. Na alegria dos tons os pássaros cantando Vão as asas abrindo, entre os clarões ruflando, Asas emocionais, que assim dentre clarões Palpitam num fervor de alados corações. E no luxo oriental de etéreo Grão-Mogol Como um Baco feliz rubro flameja o sol.