Capítulo 2
Londres - 1868
Jacob Frye
Olho a movimentação pelo telhado de um dos prédios apesar da neblina dificultar minhas análises, deveria era ter voltado para casa já que a noite parece que a morte tem mais facilidade para me encontrar. Só espero que eu não tenha que lidar com os Blinghters de novo, esses vermes parecem estar se multiplicando a cada dia que passa e trazendo problemas.
Eu deveria era estar em um dos pontos de encontro dos Templários descobrir o que estão planejando, porém tive que parar para salvar o pobre vendedor que estava sendo assediado. Os trabalhadores não tem tido paz desde que a Revolução Industrial começou, exploração e escravidão disfarçado de trabalho tem sido comum ultimamente.
Não aguento mais ver famílias em situações de vulnerabilidade, já perdi as contas de quantos passaram por mim pedindo por comida porque não tinham dinheiro o suficiente para comprar suprimentos. A elite inglesa usa do seu poder para fazerem o que querem e a punição não existem para pessoas como eles.
O discurso é sempre o mesmo, a economia exige sacrifícios — eles falam — porém nada disso justifica o abuso de poder que cometem contra os operários e usarem crianças em tarefas perigosas.
Era melhor eu estar em uma taverna bebendo uma boa cerveja para evitar bater em algum desgraçado que não sabe fazer algo útil, contudo preciso evitar receber algum sermão de minha irmã sobre discrição. Não que a opinião dela vá mudar sobre como ajo no meio das pessoas, porém não estou com saco para isso.
Varro meus olhos uma ultima vez pelas ruas de Whitecapel antes de saltar para outro telhado, solto um bocejo olhando para o relógio Big Ben que marca meia-noite e meia. Ao longe pude ver uma carruagem passando pelos ladrilhos quebrando o silencio da região, continuei atento para o caso de algum Templário ou Blinghter aparecer.
— Aí está você, onde estava? — a voz de Evie soa me questionando enquanto aparece ao meu lado.
— Fui limpar um beco que estava com lixo, se é que me entende. — respondo me referindo aos Blinghters.
— Esses desgraçados estão se multiplicando igual coelhos, isso é irritante.
Seu olhar pousa em mim e estreita os olhos como se estivesse vendo um bicho de sete cabeças.
— Eu sei que sou bonito, mas não precisa me olhar como se eu fosse um objeto em exposição.
— Cala a boca, só estou vendo que seu lenço sumiu.
Toco meu pescoço dando falta do tecido que deve ter voado quando bati naqueles idiotas, dou um sorriso de lado imaginando quem deve ter ficado com o lenço.
— Deve ter voado enquanto lidava com os vermes, além disso encontrei uma dama que porta um belo revolver. — falo brincalhão e minha irmã fecha a cara.
— Isso não é engraçado, Jacob, você precisa encontrar esse lenço o quanto antes!
— Fique calma, irmãzinha, eu vou recuperar meu lenço, mas queria falar da dama que encontrei. Ela tem garras e assustou os idiotas dos Blinghters.
— Não é hora de falar sobre mulheres que tentaram te matar, vá atrás do lenço antes que um Templário encontre.
Com isso Evie some nas sombras, olho para o céu antes de aterrissar no chão. Fui a um dos esconderijos dos Rooks onde troquei de casaco e coloquei a minha cartola na cabeça, vejo um saco de moedas na mesa junto do mapa da cidade. Ao abri-lo vejo que há dez moedas de ouro, pego guardando em meu bolso.
Deixo o esconderijo e caminho pelas ruas desertas de Londres, não demora muito para que eu chegue até a Maison Rouge. Entro no bordel que se enche de risadas e conversas superficiais, vi meretrizes nos colos de homens que exalam poder e riqueza.
Alguns dos presentes reconheço serem Templários, um deles está envolvido com trabalho infantil em uma fabrica textil da região. Nenhum deles me reconhece o que é bom, pois a prioridade no momento é recuperar meu lenço.
— Olá! Seja bem-vindo a Maison Rouge! — uma mulher de chapéu extravagante e de vestido vermelho aparece me cumprimentando.
— Olá, agradeço a recepção.
— É uma surpresa tê-lo aqui no bordel, senhor Frye. Posso te apresentar alguma das minhas meninas que possa interessá-lo.
— Ah uma boa ideia, na verdade procuro alguém que seja… diferente.
— Diferente é? Bom tenho a Alyssa, ela é uma das melhores, mas é muito seletiva com os clientes.
— Sem problemas, às vezes é bom alguém que possa nos desafiar, se puder ser em um local mais privado será melhor ainda.
A mulher apenas assente e logo se afasta indo até a dama que me encontrei horas atrás, não consegui ouvir o que diziam, mas observando quando a meretriz sobe com uma garrafa de vinho. Madame Evans retorna avisando que posso subir além de falar o número do quarto, apenas assenti subindo as escadas indo para o quarto indicado.
Evie vai me matar se descobrir que vim para o bordel já que sei quem pegou o lenço, mas de qualquer forma vou acabar atraindo a atenção para a garota que encontrei no beco.
Bato na porta escutando um “pode entrar” do outro lado, giro a maçaneta vendo que se trata de Alyssa que usa um vestido vermelho e preto com um decote na região dos seios e uma fenda na perna direita que mostra um miaband preto com pedrarias vermelhas. Ela está sentada com as pernas cruzadas e apesar do traje sedutor sua expressão é de tédio, senti um calor começar a se manifestar no meu corpo, principalmente nas partes baixas.
Já estou vendo que essa missão vai ser bem complicada, como pode meu corpo agir dessa maneira só de ver uma mulher que veste apenas um vestido que tem como diferença o decote e a fenda na perna?
Nunca fui de dormir com prostitutas porque isso não fazia sentido para mim, porém com a Alyssa vestida assim na minha frente está me fazendo mudar de ideia.
Bem só se vive uma vez.
— Ora, ora, a bela dama do beco, não esperava te ver por aqui.
— Ah um Rook, é apenas meu trabalho, mas não abuse.
Levanto as mãos em rendição com um sorriso audacioso, me sento na mesa de frente para Alyssa que despeja o vinho nas duas taças. Nós dois brindamos e ela foi a primeira a beber em um único gole, bebi aos poucos sentindo o gosto alcoólico da uva na língua.
— Vai com calma, assim vai ficar bêbada rápida. — aviso e vejo algo brilhando debaixo da mesa que reconheço ser um revólver. — você está com um revólver embaixo da mesa, não está?
— Você é mais perspicaz do pensei, sim, tem um revólver debaixo da mesa, medida de segurança.
— Interessante, mas pode acontecer disso ser usado contra você.
— Só se a pessoa não tiver amor pela própria. — ela fala com monotonia e dou uma risada baixa enquanto bebe mais uma taça de vinho, fiz o mesmo antes de levantar e caminhar até a mulher.
— Às vezes brincar com o perigo é uma ótima forma de diversão, testar a própria sorte é… revigorante. — expresso vendo que seu rosto está corado pelo vinho, sem que percebesse peguei a arma debaixo do móvel.
Coloquei o cano na sua cabeça testando sua reação, de imediato Alyssa consegue tirar o revólver da minha mão e apontar para minha testa.
— Não me teste, não estou com paciência para isso. — Alyssa profere enquanto se levanta com a arma ainda apontada na minha direção.
— Você é uma caixinha de surpresas, querida, tudo bem não irei te testar até porque o objetivo é outro. — falo procurando o lenço e noto que tem um medalhão de prata no pescoço.
— Imagino que a Madame Evans falou que sou uma pessoa difícil, mas até que você está chamando minha atenção para um cliente que não tem noção alguma de perigo. — ela diz enquanto deixa o revólver no criado-mudo.
— Tão afiada com as palavras, não diria que é alguém difícil, mas sim diferente. — expresso pousando meus olhos no decote tornando a concentração mais difícil, Alyssa usa o indicador para levantar minha cabeça.
— Meus olhos estão aqui em cima, Frye.
— Eu sei, mas confesso que a visão embaixo é bem melhor.
— Você fala muito para quem veio atrás de outro tipo de distração.
Alyssa aproximou seu rosto do meu e me beijou, aquilo foi a deixa para eu agarrar sua cintura e retribuir o beijo. Senti um calor se manifestar em meu corpo conforme ela começou a dar a iniciativa, achei isso mais atraente do que as tentativas de sedução que vi.
Levo a mão livre para as suas costas desfazendo o nó do seu vestido antes de pegá-la nos braços indo até a cama dossel onde a pus no colchão, deixei com que ficasse no controle querendo ver como age. Alyssa fica de joelhos tirando primeiro meu casaco antes da camisa, afasto seu vestido expondo seu ombro onde depósito beijos na região.
Faço um movimento para que que fique deitada novamente, tiro o resto do seu vestido a deixando nua. Começo a beijar a região da sua barriga subindo até chegar em seu queixo mordendo levemente, com uma mão introduzi dois dedos em seu interior e com a outra terminei de me despir.
Começo a mover meus dedos dentro dela de forma lenta e logo passa a gemer baixo, aos poucos acelerei o ritmo vendo seus fluidos saírem da região. Observei a forma que seus dedos apertaram o lençol enquanto seu corpo se contorce pelo estímulo, não demora muito para que tenha um orgasmo.
Retiro os dedos que brilham com a sua umidade enquanto Alyssa respira ofegante, os levei a boca provando seu líquido e o resultado é melhor do que eu esperava. Não dei tempo para que se recuperasse e afundei meu membro em seu interior, agarrei sua nuca e quadril iniciando um ritmo lento.
Passo a distribuir beijos em seu pescoço enquanto continua a gemer, aquilo causou um formigamento diferente em meu corpo. Vê-la tão entregue depois de ter dado um pouco de controle é a coisa mais excitante que já vi, nem parece que estava apontando uma arma para mim momentos antes.
Suas mãos foram para as minhas costas e senti suas unhas arranhar a região, soltei um gemido de dor e de satisfação ao mesmo tempo. Com certeza ficará marcado, mas por um momento assim vou aceitar com bom gosto.
Tornei os movimentos mais intensos e a beijei abafando um gemido que ia sair alto, mordi seu ombro levemente enquanto coloco meu rosto em seu pescoço sentindo seu cheiro. Senti seu canal me apertar indicando que teria outro orgasmo e foi o que aconteceu, meu membro começou a pulsar e liberei minha semente dentro dela.
Respiro ofegante encostando a minha testa na de Alyssa, seu corpo ficou relaxado embaixo de mim enquanto recupera o fôlego. Quando me afastei ela simplesmente virou de lado e adormeceu, franzi o cenho não esperando que fosse fazer isso.
— Você é uma mulher estranha, Alyssa. — falo antes de soltar um bocejo.
Me deitei atrás dela deixando um beijo em seu ombro, cobri sua nudez antes de bocejar novamente. Evie com certeza vai acabar comigo quando descobrir que acabei passando a noite no bordel, mas contanto que eu pegue o meu lenço não haverá problemas.
Hora de dormir que amanhã será outro dia.
Londres - 1868
Jacob Frye
Olho a movimentação pelo telhado de um dos prédios apesar da neblina dificultar minhas análises, deveria era ter voltado para casa já que a noite parece que a morte tem mais facilidade para me encontrar. Só espero que eu não tenha que lidar com os Blinghters de novo, esses vermes parecem estar se multiplicando a cada dia que passa e trazendo problemas.
Eu deveria era estar em um dos pontos de encontro dos Templários descobrir o que estão planejando, porém tive que parar para salvar o pobre vendedor que estava sendo assediado. Os trabalhadores não tem tido paz desde que a Revolução Industrial começou, exploração e escravidão disfarçado de trabalho tem sido comum ultimamente.
Não aguento mais ver famílias em situações de vulnerabilidade, já perdi as contas de quantos passaram por mim pedindo por comida porque não tinham dinheiro o suficiente para comprar suprimentos. A elite inglesa usa do seu poder para fazerem o que querem e a punição não existem para pessoas como eles.
O discurso é sempre o mesmo, a economia exige sacrifícios — eles falam — porém nada disso justifica o abuso de poder que cometem contra os operários e usarem crianças em tarefas perigosas.
Era melhor eu estar em uma taverna bebendo uma boa cerveja para evitar bater em algum desgraçado que não sabe fazer algo útil, contudo preciso evitar receber algum sermão de minha irmã sobre discrição. Não que a opinião dela vá mudar sobre como ajo no meio das pessoas, porém não estou com saco para isso.
Varro meus olhos uma ultima vez pelas ruas de Whitecapel antes de saltar para outro telhado, solto um bocejo olhando para o relógio Big Ben que marca meia-noite e meia. Ao longe pude ver uma carruagem passando pelos ladrilhos quebrando o silencio da região, continuei atento para o caso de algum Templário ou Blinghter aparecer.
— Aí está você, onde estava? — a voz de Evie soa me questionando enquanto aparece ao meu lado.
— Fui limpar um beco que estava com lixo, se é que me entende. — respondo me referindo aos Blinghters.
— Esses desgraçados estão se multiplicando igual coelhos, isso é irritante.
Seu olhar pousa em mim e estreita os olhos como se estivesse vendo um bicho de sete cabeças.
— Eu sei que sou bonito, mas não precisa me olhar como se eu fosse um objeto em exposição.
— Cala a boca, só estou vendo que seu lenço sumiu.
Toco meu pescoço dando falta do tecido que deve ter voado quando bati naqueles idiotas, dou um sorriso de lado imaginando quem deve ter ficado com o lenço.
— Deve ter voado enquanto lidava com os vermes, além disso encontrei uma dama que porta um belo revolver. — falo brincalhão e minha irmã fecha a cara.
— Isso não é engraçado, Jacob, você precisa encontrar esse lenço o quanto antes!
— Fique calma, irmãzinha, eu vou recuperar meu lenço, mas queria falar da dama que encontrei. Ela tem garras e assustou os idiotas dos Blinghters.
— Não é hora de falar sobre mulheres que tentaram te matar, vá atrás do lenço antes que um Templário encontre.
Com isso Evie some nas sombras, olho para o céu antes de aterrissar no chão. Fui a um dos esconderijos dos Rooks onde troquei de casaco e coloquei a minha cartola na cabeça, vejo um saco de moedas na mesa junto do mapa da cidade. Ao abri-lo vejo que há dez moedas de ouro, pego guardando em meu bolso.
Deixo o esconderijo e caminho pelas ruas desertas de Londres, não demora muito para que eu chegue até a Maison Rouge. Entro no bordel que se enche de risadas e conversas superficiais, vi meretrizes nos colos de homens que exalam poder e riqueza.
Alguns dos presentes reconheço serem Templários, um deles está envolvido com trabalho infantil em uma fabrica textil da região. Nenhum deles me reconhece o que é bom, pois a prioridade no momento é recuperar meu lenço.
— Olá! Seja bem-vindo a Maison Rouge! — uma mulher de chapéu extravagante e de vestido vermelho aparece me cumprimentando.
— Olá, agradeço a recepção.
— É uma surpresa tê-lo aqui no bordel, senhor Frye. Posso te apresentar alguma das minhas meninas que possa interessá-lo.
— Ah uma boa ideia, na verdade procuro alguém que seja… diferente.
— Diferente é? Bom tenho a Alyssa, ela é uma das melhores, mas é muito seletiva com os clientes.
— Sem problemas, às vezes é bom alguém que possa nos desafiar, se puder ser em um local mais privado será melhor ainda.
A mulher apenas assente e logo se afasta indo até a dama que me encontrei horas atrás, não consegui ouvir o que diziam, mas observando quando a meretriz sobe com uma garrafa de vinho. Madame Evans retorna avisando que posso subir além de falar o número do quarto, apenas assenti subindo as escadas indo para o quarto indicado.
Evie vai me matar se descobrir que vim para o bordel já que sei quem pegou o lenço, mas de qualquer forma vou acabar atraindo a atenção para a garota que encontrei no beco.
Bato na porta escutando um “pode entrar” do outro lado, giro a maçaneta vendo que se trata de Alyssa que usa um vestido vermelho e preto com um decote na região dos seios e uma fenda na perna direita que mostra um miaband preto com pedrarias vermelhas. Ela está sentada com as pernas cruzadas e apesar do traje sedutor sua expressão é de tédio, senti um calor começar a se manifestar no meu corpo, principalmente nas partes baixas.
Já estou vendo que essa missão vai ser bem complicada, como pode meu corpo agir dessa maneira só de ver uma mulher que veste apenas um vestido que tem como diferença o decote e a fenda na perna?
Nunca fui de dormir com prostitutas porque isso não fazia sentido para mim, porém com a Alyssa vestida assim na minha frente está me fazendo mudar de ideia.
Bem só se vive uma vez.
— Ora, ora, a bela dama do beco, não esperava te ver por aqui.
— Ah um Rook, é apenas meu trabalho, mas não abuse.
Levanto as mãos em rendição com um sorriso audacioso, me sento na mesa de frente para Alyssa que despeja o vinho nas duas taças. Nós dois brindamos e ela foi a primeira a beber em um único gole, bebi aos poucos sentindo o gosto alcoólico da uva na língua.
— Vai com calma, assim vai ficar bêbada rápida. — aviso e vejo algo brilhando debaixo da mesa que reconheço ser um revólver. — você está com um revólver embaixo da mesa, não está?
— Você é mais perspicaz do pensei, sim, tem um revólver debaixo da mesa, medida de segurança.
— Interessante, mas pode acontecer disso ser usado contra você.
— Só se a pessoa não tiver amor pela própria. — ela fala com monotonia e dou uma risada baixa enquanto bebe mais uma taça de vinho, fiz o mesmo antes de levantar e caminhar até a mulher.
— Às vezes brincar com o perigo é uma ótima forma de diversão, testar a própria sorte é… revigorante. — expresso vendo que seu rosto está corado pelo vinho, sem que percebesse peguei a arma debaixo do móvel.
Coloquei o cano na sua cabeça testando sua reação, de imediato Alyssa consegue tirar o revólver da minha mão e apontar para minha testa.
— Não me teste, não estou com paciência para isso. — Alyssa profere enquanto se levanta com a arma ainda apontada na minha direção.
— Você é uma caixinha de surpresas, querida, tudo bem não irei te testar até porque o objetivo é outro. — falo procurando o lenço e noto que tem um medalhão de prata no pescoço.
— Imagino que a Madame Evans falou que sou uma pessoa difícil, mas até que você está chamando minha atenção para um cliente que não tem noção alguma de perigo. — ela diz enquanto deixa o revólver no criado-mudo.
— Tão afiada com as palavras, não diria que é alguém difícil, mas sim diferente. — expresso pousando meus olhos no decote tornando a concentração mais difícil, Alyssa usa o indicador para levantar minha cabeça.
— Meus olhos estão aqui em cima, Frye.
— Eu sei, mas confesso que a visão embaixo é bem melhor.
— Você fala muito para quem veio atrás de outro tipo de distração.
Alyssa aproximou seu rosto do meu e me beijou, aquilo foi a deixa para eu agarrar sua cintura e retribuir o beijo. Senti um calor se manifestar em meu corpo conforme ela começou a dar a iniciativa, achei isso mais atraente do que as tentativas de sedução que vi.
Levo a mão livre para as suas costas desfazendo o nó do seu vestido antes de pegá-la nos braços indo até a cama dossel onde a pus no colchão, deixei com que ficasse no controle querendo ver como age. Alyssa fica de joelhos tirando primeiro meu casaco antes da camisa, afasto seu vestido expondo seu ombro onde depósito beijos na região.
Faço um movimento para que que fique deitada novamente, tiro o resto do seu vestido a deixando nua. Começo a beijar a região da sua barriga subindo até chegar em seu queixo mordendo levemente, com uma mão introduzi dois dedos em seu interior e com a outra terminei de me despir.
Começo a mover meus dedos dentro dela de forma lenta e logo passa a gemer baixo, aos poucos acelerei o ritmo vendo seus fluidos saírem da região. Observei a forma que seus dedos apertaram o lençol enquanto seu corpo se contorce pelo estímulo, não demora muito para que tenha um orgasmo.
Retiro os dedos que brilham com a sua umidade enquanto Alyssa respira ofegante, os levei a boca provando seu líquido e o resultado é melhor do que eu esperava. Não dei tempo para que se recuperasse e afundei meu membro em seu interior, agarrei sua nuca e quadril iniciando um ritmo lento.
Passo a distribuir beijos em seu pescoço enquanto continua a gemer, aquilo causou um formigamento diferente em meu corpo. Vê-la tão entregue depois de ter dado um pouco de controle é a coisa mais excitante que já vi, nem parece que estava apontando uma arma para mim momentos antes.
Suas mãos foram para as minhas costas e senti suas unhas arranhar a região, soltei um gemido de dor e de satisfação ao mesmo tempo. Com certeza ficará marcado, mas por um momento assim vou aceitar com bom gosto.
Tornei os movimentos mais intensos e a beijei abafando um gemido que ia sair alto, mordi seu ombro levemente enquanto coloco meu rosto em seu pescoço sentindo seu cheiro. Senti seu canal me apertar indicando que teria outro orgasmo e foi o que aconteceu, meu membro começou a pulsar e liberei minha semente dentro dela.
Respiro ofegante encostando a minha testa na de Alyssa, seu corpo ficou relaxado embaixo de mim enquanto recupera o fôlego. Quando me afastei ela simplesmente virou de lado e adormeceu, franzi o cenho não esperando que fosse fazer isso.
— Você é uma mulher estranha, Alyssa. — falo antes de soltar um bocejo.
Me deitei atrás dela deixando um beijo em seu ombro, cobri sua nudez antes de bocejar novamente. Evie com certeza vai acabar comigo quando descobrir que acabei passando a noite no bordel, mas contanto que eu pegue o meu lenço não haverá problemas.
Hora de dormir que amanhã será outro dia.