Delírio, Pirata e Esperança Primeiro caderno do alumno de poesia · Capítulo 4 de 4
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Delírio, Pirata e Esperança

Delírio, Pirata e Esperança

Ao Mario.

Delírio de Julho

É uma festa da Penha

Há patriotas no Brás e no Brasil

Ao Menotti.

O Pirata

Numa Cadillac azul

Ele chispou entre duas metralhadoras

E um negrão de chapelão no guidão

A Raphael Luis.

Canção da Esperança de 15 de Novembro de 1926

O céu e o mar

Atira anil

No meu Brasil

Sobre a cidade

Flutua

A bandeira do Porvir

Cada árvore

De estanho

Plantada

Espera

A passagem

Da carruagem

Do presidente

Do Brasil

O céu e o mar

Atira anil

No meu Brasil

Sobre a cidade

Flutua

A bandeira do Porvir

E o povo

Ansioso

Airoso

Sacode no ar

A palheta

Da Esperança

Vendo o dia

Tropical

Que vai passar

Na carruagem

Dos destinos

Do Brasil

À saída da Câmara

Pela boca ardente

De um estudante

Jorra a esperança

Do grandioso

E desordeiro

Povo Brasileiro

E os dragões impacientes

Nos cavalos impacientes

Esperam impacientes

Que o acadêmico exponha

A dedicação

Da gente brasileira

Pelo seu Presidente

Ao lado

Tendo na mão

Espalmada

Os 14 versos brancos

Duma Vitória Régia

Destaca-se

A Rainha dos Estudantes

Dos Estados Unidos do Brasil

É uma mocinha

Como a futura mãe-pátria

Lá fora as árvores dragonas sacodem os penachos pesados

Dizendo que sim verde

Os cavalos esperam

Os dragões esperam

O povo esperam

Que passe no anil

Entre filas

Do mar e do céu

O Presidente

Do Brasil

Laus Nossa Senhora da Aparecida

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