Universo da obra
Universo da obra
Ao templo do Destino fui levado:
Sobre o altar num cofre se firmava,
Em cujo seio cada qual buscava,
Tremendo, anúncio do futuro estado.
Tiro um papel e li-o - céu sagrado,
Com quanta causa o coração pulsava!
Este duro decreto escrito estava
Com negra tinta pela mão do fado:
Adore Polidoro a bela Ormia,
sem dela conseguir a recompensa,
nem quebrar-lhe os grilhões a tirania.
Dar mãos Amor mo arranca, e sem detença,
Três vezes o levando à boca ímpia,
Jurou cumprir à risca a tal sentença.
Leia gratuitamente Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga, obra central do arcadismo luso-brasileiro em domínio público. Texto preparado em HTML para leitura online no Literunico, com 96 liras, sonetos e ode em capítulos, capa nova no padrão Literunico, fonte Wikisource validada, busca, redes sociais e pesquisa por IA.
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