Universo da obra
Universo da obra
Mudou-se enfim Lidora, essa Lidora
Por quem mil vezes fé me foi jurada.
Que vos detém, ó céus, que castigada
Ainda não deixais tão vil traidora?
Não haja piedade; sinta agora
A dita sem remédio em mal trocada:
Pois, se assim não sucede, fica ousada
Para ser outra vez enganadora.
Vingai, ó justos céus..., mas ah! que digo?
Que maltrateis Lidora? - O sentimento
Privou-me do discurso; eu me desdigo.
Não, não vibreis o raio violento;
Pois se que a compaixão do seu castigo
Há de aumentar depois o meu tormento.
Leia gratuitamente Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga, obra central do arcadismo luso-brasileiro em domínio público. Texto preparado em HTML para leitura online no Literunico, com 96 liras, sonetos e ode em capítulos, capa nova no padrão Literunico, fonte Wikisource validada, busca, redes sociais e pesquisa por IA.
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