Universo da obra
Universo da obra
Com pesadas cadeias manietado,
Às vozes da razão ensurdecido,
Dos céus, de mim, dos homens esquecido,
Me vi de amor nas trevas sepultado.
Ali aliviava o meu cuidado
C'o dar de quando em quando algum gemido.
Ah! tempo! Que, somente refletido,
Me fazes entre as ditas desgraçado.
Assim vivia, quando a falsidade
De Laura me tornou num breve dia
Quanto a razão não pôde em longa idade:
Quebrei o vil grilhão que me oprimia!
Oh! feliz de quem goza a liberdade,
Bem que venha por mãos da aleivosia!
Leia gratuitamente Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga, obra central do arcadismo luso-brasileiro em domínio público. Texto preparado em HTML para leitura online no Literunico, com 96 liras, sonetos e ode em capítulos, capa nova no padrão Literunico, fonte Wikisource validada, busca, redes sociais e pesquisa por IA.
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