Universo da obra
Universo da obra
Ergue-te, ó Pedra, desde a margem fria,
Que os muros banha à Lusitana Atenas,
Mostra-me as desmaiadas açucenas
Do rosto, que me ocupa a fantasia.
Deixa que eu beije a mão, que pôde um dia
Ceder de amor às lastimosas cenas;
Que entre as ânsias, a dor, a mágoa, as penas
Renove a saudosa idolatria.
Solto do véu mortal, ó Feliz Astro
Une ao cadáver a truncada testa,
Levanta o belo de colo de alabastro:
Uma alma grande junto a ti protesta
Fazer a glória da defunta Castro;
A ilustre neta vês: Maria é esta.
Leia gratuitamente Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga, obra central do arcadismo luso-brasileiro em domínio público. Texto preparado em HTML para leitura online no Literunico, com 96 liras, sonetos e ode em capítulos, capa nova no padrão Literunico, fonte Wikisource validada, busca, redes sociais e pesquisa por IA.
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