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Jason Da Silva Cajazeira Junior

@ jjr

Nível
2
Essência
🔥 Fogo
Ritual
1 Dia

Patrimônio

0.0 LC

ESTRADA

LITERÁRIA

Updates

IMAGEM
26/0508:06
O Nascimento Do Besouro.

Escuridão, o negrume da visão, a carapuça com sua textura negra e dura com teus desenhos em filetes de linha dourados eram o embrião de seu nascimento, a teu esforço movimentava-se lentamente membros de visão e tua fronte descobria-se.

Primeiro olhar: troncos amarronzados e umedecidos pela noite onde as folhas reluziam o brilho noturno que ainda desconhecias. Trepidavas teu corpo que pulsavas e partes/pedaços de ti reconheciam a vida circulando em teu ser.
Primeiros movimentos: descolavam-se do corpo suas patas irrigecidamente hasteadas e podias sentir o leve toque do ar ao devagar movimenta-los ao chão.

A perca da imobilidade: raspava a superfície que tornava-se lama caudalosa onde teu corpo jazias e impelia o rastejo na descoberta de tua força onde teus membros irrigeciam-se agora lógicamente por si e seus comandos.

Desfixação do inerte pela gravidade: seus quatro membros agora impulsionavam a força de teu corpo onde o mesmo debatia-se ao chão, despencava de tua força com ruindosos sons a seu retorno a superfície repetidas vezes.

Primeiro descanso: sentiu exaurida sua força e manteve-se novamente fixado a lama onde paralisado utilizava seus membros de visão também escutando os sons e definindo distâncias a partir dos auriculares. Logo retomara a calmaria interna e novamente iniciara sua movimentação agora precisa aprofundando-se mata a dentro onde pequenos filetes de luz movimentavam-se calmos. Não sabia se os movimentos eram dos pequenos raios ou da folhagem que modificava seus tons em gamas.

Primeiro contato: Aos movimentos distinguia um novo ruído recorrente e vira que partira do brilho que movimentava-se também ao solo sem direção em varias posições, aproximou-se e adentrou com seus quatros membros sentindo a mudança  em seu corpo que agora pesava aos movimentos com a sensação gélida e logo notou que tinha uma direção forçosamente induzida, porém o brilho não acompanhava estando sempre disperso e ao tirar suas duas patas que tornaram-se superiores/frontais e estendendo-as pode notar que voltaram a ter a mesma densidade anterior, movimentando-se ao sentido dos brilhos com o prazer das direções inexatas dançou ao som da água corrente. Piscavam-lhe os brilhos em tua dança feches de luz que o encaminharam a direção do céu já todo iluminado onde  encantara-se com a visão tuas novas cores e logo movimentava seus membros na direção do mesmo que com teu frenesi  dançava tentando alcança-lo entre rodopios e passos na água que agora ofertava-lhe a luz do dia para poder ver e sentir flores que muitas das vezes boiando escondidas pela escuridão em diversas cores e direções tocaram-lhe sem saber delas. A continua dança libertara-lhe novos membros de leveza atrás de si, tua carapuça-vestido a farfalhar agora asas...

Baseado no Espetáculo de Coreodramaturgia:
"A Flor Boiando Além Da Escuridão"
"Homenagiando Kazuo Ohno."
IMAGEM
24/0503:10
Silenciosamente CaPaz.
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...um suspiro. Vislumbra o lindo oceano se aprontando ao pegar suas nadadeiras e óculos de mergulho. Segue rumo a límpida água cristalina e encantadora de homens como se uma fonte da juventude. Calça as nadadeiras lentamente sentindo o peso agora em seus pés como se os mesmos carregassem o ar para passear, óculos unem-se a sua fronte e sucção é o sinal de uma nova visão, um novo mundo a ser observado. Nada lentamente e no ponto escolhido mergulha de pé, o corpo que era quente perde sua temperatura mas acostuma-se rapidamente e lá está ele pesado e ao mesmo tempo leve, isto só depende de seus movimentos. Segue com movimentos sempre vagarosos pois suas nadadeiras o impulsionam rapidamente sem a necessidade da força e cambalhotando direciona-se para baixo já com seu peito cheio de ar. Ambiente multicolorido entre peixes, algas e corais onde os peixes inquietos sempre despertam mais a atenção por suas cores e movimentos, toca-los é raro mas sempre é um propósito por sua beleza. Aos poucos o ar esvai-se pela narina, volta a superfície lentamente medindo o tempo necessário para repor o ar. O encontro com a superfície é quase um pleno gozo inexplicável pois se percebe a necessidade e o valor que o ar tem para nosso corpo e nossa vida. Deita-se de costas boiando com os olhos fixos no céu e é carregado como uma pequena jangada extremamente leve ultilizando poucas vezes suas nadadeiras, petrifica-se e é o inicio de um ritual onde somente a paz reina. O céu é visualizado silenciosamente, um mundo mudo e calmo ou talvez um novo mundo no mesmo onde somente a paz reina...
~~~☆~~~
JJr.