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@jjrO Nascimento Do Besouro.
Escuridão, o negrume da visão, a carapuça com sua textura negra e dura com teus desenhos em filetes de linha dourados eram o embrião de seu nascimento, a teu esforço movimentava-se lentamente membros de visão e tua fronte descobria-se.
Primeiro olhar: troncos amarronzados e umedecidos pela noite onde as folhas reluziam o brilho noturno que ainda desconhecias. Trepidavas teu corpo que pulsavas e partes/pedaços de ti reconheciam a vida circulando em teu ser.
Primeiros movimentos: descolavam-se do corpo suas patas irrigecidamente hasteadas e podias sentir o leve toque do ar ao devagar movimenta-los ao chão.
A perca da imobilidade: raspava a superfície que tornava-se lama caudalosa onde teu corpo jazias e impelia o rastejo na descoberta de tua força onde teus membros irrigeciam-se agora lógicamente por si e seus comandos.
Desfixação do inerte pela gravidade: seus quatro membros agora impulsionavam a força de teu corpo onde o mesmo debatia-se ao chão, despencava de tua força com ruindosos sons a seu retorno a superfície repetidas vezes.
Primeiro descanso: sentiu exaurida sua força e manteve-se novamente fixado a lama onde paralisado utilizava seus membros de visão também escutando os sons e definindo distâncias a partir dos auriculares. Logo retomara a calmaria interna e novamente iniciara sua movimentação agora precisa aprofundando-se mata a dentro onde pequenos filetes de luz movimentavam-se calmos. Não sabia se os movimentos eram dos pequenos raios ou da folhagem que modificava seus tons em gamas.
Primeiro contato: Aos movimentos distinguia um novo ruído recorrente e vira que partira do brilho que movimentava-se também ao solo sem direção em varias posições, aproximou-se e adentrou com seus quatros membros sentindo a mudança em seu corpo que agora pesava aos movimentos com a sensação gélida e logo notou que tinha uma direção forçosamente induzida, porém o brilho não acompanhava estando sempre disperso e ao tirar suas duas patas que tornaram-se superiores/frontais e estendendo-as pode notar que voltaram a ter a mesma densidade anterior, movimentando-se ao sentido dos brilhos com o prazer das direções inexatas dançou ao som da água corrente. Piscavam-lhe os brilhos em tua dança feches de luz que o encaminharam a direção do céu já todo iluminado onde encantara-se com a visão tuas novas cores e logo movimentava seus membros na direção do mesmo que com teu frenesi dançava tentando alcança-lo entre rodopios e passos na água que agora ofertava-lhe a luz do dia para poder ver e sentir flores que muitas das vezes boiando escondidas pela escuridão em diversas cores e direções tocaram-lhe sem saber delas. A continua dança libertara-lhe novos membros de leveza atrás de si, tua carapuça-vestido a farfalhar agora asas...
Baseado no Espetáculo de Coreodramaturgia:
"A Flor Boiando Além Da Escuridão"
"Homenagiando Kazuo Ohno."
Escuridão, o negrume da visão, a carapuça com sua textura negra e dura com teus desenhos em filetes de linha dourados eram o embrião de seu nascimento, a teu esforço movimentava-se lentamente membros de visão e tua fronte descobria-se.
Primeiro olhar: troncos amarronzados e umedecidos pela noite onde as folhas reluziam o brilho noturno que ainda desconhecias. Trepidavas teu corpo que pulsavas e partes/pedaços de ti reconheciam a vida circulando em teu ser.
Primeiros movimentos: descolavam-se do corpo suas patas irrigecidamente hasteadas e podias sentir o leve toque do ar ao devagar movimenta-los ao chão.
A perca da imobilidade: raspava a superfície que tornava-se lama caudalosa onde teu corpo jazias e impelia o rastejo na descoberta de tua força onde teus membros irrigeciam-se agora lógicamente por si e seus comandos.
Desfixação do inerte pela gravidade: seus quatro membros agora impulsionavam a força de teu corpo onde o mesmo debatia-se ao chão, despencava de tua força com ruindosos sons a seu retorno a superfície repetidas vezes.
Primeiro descanso: sentiu exaurida sua força e manteve-se novamente fixado a lama onde paralisado utilizava seus membros de visão também escutando os sons e definindo distâncias a partir dos auriculares. Logo retomara a calmaria interna e novamente iniciara sua movimentação agora precisa aprofundando-se mata a dentro onde pequenos filetes de luz movimentavam-se calmos. Não sabia se os movimentos eram dos pequenos raios ou da folhagem que modificava seus tons em gamas.
Primeiro contato: Aos movimentos distinguia um novo ruído recorrente e vira que partira do brilho que movimentava-se também ao solo sem direção em varias posições, aproximou-se e adentrou com seus quatros membros sentindo a mudança em seu corpo que agora pesava aos movimentos com a sensação gélida e logo notou que tinha uma direção forçosamente induzida, porém o brilho não acompanhava estando sempre disperso e ao tirar suas duas patas que tornaram-se superiores/frontais e estendendo-as pode notar que voltaram a ter a mesma densidade anterior, movimentando-se ao sentido dos brilhos com o prazer das direções inexatas dançou ao som da água corrente. Piscavam-lhe os brilhos em tua dança feches de luz que o encaminharam a direção do céu já todo iluminado onde encantara-se com a visão tuas novas cores e logo movimentava seus membros na direção do mesmo que com teu frenesi dançava tentando alcança-lo entre rodopios e passos na água que agora ofertava-lhe a luz do dia para poder ver e sentir flores que muitas das vezes boiando escondidas pela escuridão em diversas cores e direções tocaram-lhe sem saber delas. A continua dança libertara-lhe novos membros de leveza atrás de si, tua carapuça-vestido a farfalhar agora asas...
Baseado no Espetáculo de Coreodramaturgia:
"A Flor Boiando Além Da Escuridão"
"Homenagiando Kazuo Ohno."
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