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@eliz_leao há 1 ano
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Quer me amar? O grito incessante De quem morreu. Morreu entre não quereres. Morreu no abandono. Na sede de carinho. Esquecida, Morreu à míngua Na oração de todo dia, Ela gritava por dentro Pedia a um Deus, inexistente, indiferente. Que queria ser amada. Mas a mágoa a esmagava por dentro A calava, anulava Como pessoa, como mulher, como ser existente, Implodiu seu sentir Tirou dela o sentido. O mundo, a deixou doente. Criou muros, se escondeu. Virou noites, adoeceu. Quisera ser alguém. Aquela que magoaria? Que desprezaria? Não, isso ela nunca conseguiu. E por mais que quisesse. Atrás de muros se guardaria. Um certo olá, Um certo amar, Um certo poeta, A veio despertar. Para um amor que pra ela não existia. Mas ele a apresentaria, a ensinaria. Um amor tão grande, Que de supetão e bolas de demolição Rompeu todas as barreiras de medo. E a transformou na mulher mais feliz e amada. Então, ela percebeu, Que entrelaçadas aos seus desejos, Outra linha estava, a dele. Mesmo antes de o conhecer. E estaria até o fim do mundo, acontecer. Eliz Leão

Comentários (4)

@literunico · há 1 ano
Amo demais!
@CrisRibeiro · há 1 ano
Ah, mas só beleza e só vitórias vem daí!
@JuNaiane · há 1 ano
Emocionada aqui 🥹❤️
@MarU · há 1 ano
🥹❤️ Aaah gente, que liiindos! Que emocionante.. 🥹❤️ É exatamente isso, vocês são mesmo almas gêmeas, predestinados no mesmo destino. Amo vocês, seus lindinhos! Que poema lindo, amiga… 👏👏👏❤️❤️❤️ Talentosíssima! 🥹👏💖
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