@EscritosdeVitorHugo
há 1 ano
Público
NADA
Nada, um grão insignificante, uma poeira sem importância. É assim que me sinto: um nada que sabe quase nada.
O que sou eu diante do universo? Que importância eu tenho diante de todos os mundos que moram nas mentes que me cercam?
O que sou eu, sem o amontoado de rótulos colados na minha embalagem? O que sou eu sem a atenção daqueles à minha volta?
O que sou eu, além de um palhaço implorando por atenção, um mendigo implorando por amor, como um miserável implorando pela própria vida!
O que sobraria de mim se eu fosse invisível? O que seria de mim se ninguém me notasse? Nada! Não seria nada! Pois de nada adianta um livro que ninguém pode ler, de nada adianta um poema que nunca será recitado ou a vida que não pode ser vivida.
Quando ninguém vê, quando nenhuma atenção te sobra, O que mais resta além solidão e a escuridão que lhe acompanha?