@purapoesia
há 1 ano
Público
contemplação
paro
sinto o coração da minha filha
com a ponta dos dedos
percussão veloz
enquanto vejo um quadro
de nós
fotografo o sol na cortina
dançando ao canto do vento
tudo se movimenta
e quedamos estáticos
subversivos
o quintal está pra passarinho
estou para pedra
não movo um mindinho
ela pode despertar
e quero que sonhe
o quanto possa
enquanto possa
há cordões umbilicais
junto ao útero do infinito
as lâminas tem sede de corte
resisto
pelo seu pulso, pelo seu sumo
me ato a esta carne etérea
cedo as tripas ao vento
batizo a pele com o momento.
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