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@Cilene há 9 meses
Público
Assassina Matei noventa e nove Com mãos firmes, olhos marejados, degolei futuros como quem corta flores lindas demais para durar Feita de carne e dilema, visto preto desde que aprendi a decidir Há noites em que ouço passos são eles: os caminhos mortos, arrastando promessas pelas sombras e me chamando de volta pelo nome que eu teria se tivesse sido outra Caso ninguém tenha lhe avisado, Insisto: escolher é um ato terminal A vida não admite apelação, nem visita íntima ao “e se” O diabo desta vida é que cada escolha feita me faz cúmplice da estrada trilhada e viúva de todas as outras Sinto o cheiro do arrependimento antes mesmo que ele brote em meus escombros A nostalgia lambe meus pulsos nas madrugadas em que sonho com os rostos que não irei conhecer Mato futuros com a frieza de quem ama Não de desamor, mas de sobrevivência.

Comentários (5)

@CrisRibeiro · há 9 meses
Uau! Arrasou mulher! 🥰
@eliz_leao · há 9 meses
Maravilhoso 👏👏👏👏
@MarU · há 9 meses
Dignaaaaaa! Rainha, sereia, deusa absoluta… Salve.. Salve! Que texto, que poder… To impactada ainda aqui. Amei! ❤️❤️❤️❤️👏👏👏👏🤌🤌🤌🤌
@tibianchini · há 9 meses
Espetacular! Nossa! 👏🏻👏🏻👏🏻
@rodrigosantos · há 9 meses
Você faz a gente sofrer te aplaudindo
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