@eduliguori
há 1 ano
Público
Quantos furacões
cabem em uma
única cabeleira
entre fios de cobre
as esmeraldas
e um rubi escarlate
composição do ar
que venta e arrasta
tudo ao seu redor
capturado e rendido
o poeta voa aos céus
rodopiando entregue
chegou a estação
a era dos sonhos
tempo de ventanias
Edu Liguori
Comentários (2)
@MarU
· há 1 ano
Que delícia de poema! Tão orgânico, natural, fluido… Que ao final, até eu rodopiei com o poeta na estação. 👏👏👏🥰
@purapoesia
· há 1 ano
Ninguém está imune ao desapego do vento. Belo poema!
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