@CrisRibeiro
Público
#desafiodaescrita
O lápis chega sem permissão,
desliza sobre a folha,
derrama-se em traços.
Desenha cicatrizes que a ferem e
libertam.
De repente, a folha suspira.
É agora mensageira de urgências,
receptáculo de memórias!
Carrega recados de um dia
apressado,
promessas que morrem
antes do passado
ou mesmo lembretes tolos
de algo sem importância…
Mas há momentos
(ah, há!) em que ela é mais.
Em que nela nascem
os sonhos mais caros,
cartas que explodem no peito
calado;
confissões guardadas no silêncio.
Ali, entre linhas marcadas,
ela torna-se tudo:
arte, dor, amor, mentira.
Pois a escrita consome e
transforma
como tudo que,
um dia, foi tocado
pelo desejo de ser imortal.
Cr💞s Ribeiro
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