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#dia

Postagens públicas e visíveis que usam esta marca. Boa para capítulos, diários de criação, séries e publicações em andamento.
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@literunico há 1 ano
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#Dia 322 Volição Ergue-se o ver antes do gesto, Na roupagem oculta da vontade. Volição, rito antigo, manifesto Que impele a alma à realidade. Não nasce do impulso que vacila, Nem do capricho breve e volúvel, Mas de arcana centelha que destila Um desejo firme, quase indissolúvel. Sua mente, é ordem que se revela, Seu choro, é olhar que não fraqueja. Volição não se curva à cautela, É a batalha esquecida de toda peleja. Quem a escuta, marcha ao destino, Não por sorte, ou rota imposta. Mas por um ímpeto puro, genuíno A escolha que a si mesma aposta. Eder B. Jr.
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@novidadesliterunico há 1 ano
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Homenagem à Nélida Piñon (1937-2022) Nélida Piñon foi mais do que uma das maiores vozes da literatura brasileira — foi uma guardiã da palavra, uma artífice da memória e da imaginação. Filha de imigrantes galegos, nasceu no Rio de Janeiro em 1937 e, desde muito jovem, compreendeu o poder das histórias para eternizar culturas, sentimentos e existências. Os rostos que tenho: <a href=" https://www.literunico.com.br/books/464">Aqui!</a> #aniversárioliterário #diadecelebrarescritor
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@novidadesliterunico há 1 ano
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Homenagem a Nicolau Maquíavel (1469-1527) Nicolau Maquiavel (Niccolò Machiavelli) foi um pensador, diplomata, historiador e escritor italiano, nascido em Florença em 1469 e falecido em 1527. Ele é amplamente considerado um dos fundadores do pensamento político moderno, especialmente por seu olhar realista — e por vezes cínico — sobre o poder e a política. O Príncipe: <a href=" https://www.literunico.com.br/books/133">Aqui!</a> #aniversárioliterário #diadecelebrarescritor
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@literunico há 1 ano
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#Dia 321 Peregrinidade É do passo, não do chão, É da estrada que se desfaz. Peregrinidade, contradição: Raiz que brota no que jaz. Não busca pátria, nem abrigo, Mas o risco que deixa ao partir. Fluxo do tempo em desabrigo, Toda certeza de prosseguir. Na bagagem, memórias líquidas, Na alma, uma geografia viva. Não pertence às moradas obtidas, Seu destino é o movimento que cativa. É quem crê na travessia, Mesmo sem saber onde termina. Peregrinidade é ponte da poesia De quem viaja pra longe... na esquina. Eder B. Jr. #Neologismo
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@eliz_leao · há 1 ano
Crer na travessia, mesmo sem saber onde termina. 🥹🩷
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@novidadesliterunico há 1 ano
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Homenagem a Jerome Klapka Jerome (1859-1927) Jerome Klapka Jerome foi um autor e humorista inglês, mais conhecido por seu clássico da literatura cômica "Três homens em um barco (sem falar no cachorro)" (Three Men in a Boat (To Say Nothing of the Dog)), publicado em 1889. A Nova Utopia: <a href=" https://www.literunico.com.br/books/463">Aqui!</a> #aniversárioliterário #diadecelebrarescritor
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@novidadesliterunico há 1 ano
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Hoje, 1º de maio, é o Dia da Literatura Brasileira! Algumas formas de celebrar a data: Ler ou reler um autor brasileiro (clássico ou contemporâneo); Divulgar autores nacionais independentes; Compartilhar trechos ou poemas marcantes aqui no site e marcar o perfil @classicos 😍 #diadaliteraturabrasileira
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@novidadesliterunico há 1 ano
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Homenagem a Mário Beirão (1891–1965) Embora não seja tão amplamente lembrado hoje, teve uma certa relevância em seu tempo, especialmente por sua ligação com temas cívicos e o enaltecimento da pátria. #aniversárioliterário #diadecelebrarescritor
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@literunico há 1 ano
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#Dia 320 Inefabilidade Há coisas que o verbo profana ao tocar, Sentires que escorrem sem nome ou contorno. A Inefabilidade, ao invés de falar, Se assenta no peito, silêncio em retorno. Mais que a beleza, além da razão, É prece sem luz, é vertigem sem queda. É quando a emoção, por não ter noção Desfaz-se em presença que não se delega. O olhar se prolonga, o toque se ausenta, Não há palavra, ideia que comporte. Inefabilidade, ponte sedenta Entre o instante divino da carne mais forte. E quem nela habita, enfrenta a tormenta. Já viu, no indizível, o que acha que é sorte. Eder B. Jr.
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@novidadesliterunico há 1 ano
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Homenagem a Joaquim Pedro de Oliveira Martins (1845 –1894) Joaquim Pedro de Oliveira Martins , destacou-se por suas obras sobre a história de Portugal e por seu envolvimento no movimento intelectual e político do final do século XIX. Historia de Portugal Tomo I: <a href=" https://www.literunico.com.br/books/459">Aqui!</a> #aniversárioliterário #diadecelebrarescritor
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@literunico há 1 ano
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#Dia 319 Ambivalência No mesmo peito, o gozo e a penitência, No mesmo olhar, o brilho e a negação. Ambivalência é rara coexistência, Duas marés num contracoração. Sorri o lábio enquanto o pulso treme, Deseja o toque e teme o que virá. Ambivalência tem liberdade que se algeme Aprisionada entre o “não” e o “já”. Caminha incerta, firme em seu desvio, Refuta a paz, mas busca algum abrigo. É chama gélida, é lânguido arrepio, Que afaga e volta a ser contigo. E se por fim, pareça que partiu Ambivalência ainda busca o amor amigo Eder B. Jr.
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@tibianchini · há 1 ano
Uau! Adoro sonetos! E este é ritmado, musical, inspirado. As rimas todas bem encaixadas, lindas... e a rima da última tercina, "partiu" - fonética - sensacional. Uma delícia de soneto. Parabéns!
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@novidadesliterunico há 1 ano
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Homenagem a Nuno Júdice (1949–2024). Poeta, ensaísta, ficcionista e professor, Nuno Júdice foi uma das vozes mais marcantes da literatura portuguesa contemporânea. Com uma escrita que aliava erudição e sensibilidade, construiu uma obra vasta, profunda e luminosa, atravessando temas como o tempo, o amor, a memória e a linguagem. 50 Anos de Poesia – Antologia Pessoal: <a href=" https://www.literunico.com.br/books/457">Aqui!</a> #aniversárioliterário #diadecelebrarescritor
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@novidadesliterunico há 1 ano
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Homenagem a Osório Duque-Estrada (1870–1927). Mais conhecido por ser o autor da letra do Hino Nacional Brasileiro, cuja versão definitiva foi oficializada em 1922, durante o centenário da Independência. A Arte de Fazer Versos: <a href=" https://www.literunico.com.br/books/458">Aqui!</a> #aniversárioliterário #diadecelebrarescritor
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@novidadesliterunico há 1 ano
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Homenagem a Alberto de Oliveira (1857–1937) No rigor da forma e na pureza dos versos, Alberto de Oliveira eternizou a beleza da arte poética. Hoje, celebramos 168 anos do nascimento de um dos grandes mestres do Parnasianismo brasileiro. Trecho de seu poema "Vaso Grego": “Têm os poetas a alma dos escultores: Fazem na sombra o que eles na pedra fria.” Melhores Poemas Alberto de Oliveira: https://www.literunico.com.br/books/456 #aniversárioliterário #diadecelebrarescritor
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@literunico há 1 ano
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#Dia 318 Romantismo Caminha com flores nos lábios, E tempestades no peito. Romantismo não tem lados Ama inteiro e sem jeito. Ergue castelos em sonhos, Faz do efêmero eternidade. Romantismo é a bobagem dos risonhos Instantes de fragilidade. Mas em suas nuances, Sem nem saber do que é capaz Crescem seus rompantes Desejo que não se desfaz. Onde o mundo se faz calculado, Ele entrega sem medida. Onde o medo ataca, acuado Ele contorna e entorna toda a vida. E quando vê a realidade Romantismo assoma: torna o amor a claridade, Num gesto abre a redoma Eder B. Jr.
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@literunico há 1 ano
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#Dia 317 Ímpeto Não pede licença, não mede o chão. Ímpeto rasga o instante, feito espada e devoção. Surge na boca, arde nos passos, torna o risco menos ameaça e mais caminho. Ímpeto não se explica, não se adia, não se dobra. Ele é o gesto antes do pensamento, o salto antes da certeza, o voo antes do chão. E quando finda, deixa no tempo o sorriso de ter vivido, sem arrependimento. Eder B. Jr.
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@literunico há 1 ano
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#Dia 316 Revivessência No pilar do tempo, oculta e adormecida, Jazia a chama em brando esquecimento. Não morta, mas calada e retraída, A vida aguardava seu renascimento. Sem alarde, nem súbita explosão, Ergueu-se a brisa sobre a cinza fria. Revivessência é sutil combustão, Que acende o ontem com nova alquimia. No peito, a dor já não se faz domínio, Mas terra fértil onde o ser se fortalece. E o que era sombra torna-se caminho, Pois toda luz, do escuro, se engrandece. Assim ressurge a alma novo sentido Feita do pó, mas plena se refloresce Eder B. Jr.
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@literunico há 1 ano
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#Dia 315 Templança Mantém-se firme entre o excesso e o nada, Não se exalta, tampouco se retrai. É chama branda, em lâmpada velada, Que ao menor sopro nem se apaga, nem subtrai. Templança habita o gesto, comedida, Modera o ímpeto, adia o clamor. É bússola de direção convertida, É mão serena no rumor do ardor. Não há poder que nela se alardeia, Nem voz que insista em além se impor Mas seu silêncio, ao fim, prevalecia Onde o alarde não sustenta o furor. Virtude antiga, rara e esquecida, Templança é adubo da alma sem cor. Eder B. Jr.
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@literunico há 1 ano
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#Dia 314 Desencanto Foi bonito mas por pouco. Brilhou demais pra durar inteiro. Desencanto não rasga, desfia. Não grita, abafa. É o sabor que se dissipa. O brilho que não acende de novo. Não é raiva, nem dor. É o depois. É o saber que se foi. Desencanto não reclama, mas desiste devagar. Como quem fecha os olhos, não pra dormir, mas pra não mais esperar. Eder B. Jr.
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@literunico há 1 ano
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#Dia 313 Alienação Ela não nega, mas não responde. Não fere, mas também não acolhe. Alienação é um vidro entre o gesto e o sentir. O mundo se move, e ela permanece intocada. Finge que escuta, repete palavras, imita presença. Mas por dentro há um vácuo entre cortinas. Não se trata de esquecimento, mas de escolha. Desligar-se é forma de seguir. É como respirar sem querer o ar. Alienação não chora, não briga, não grita. Mas também não volta. Eder B. Jr.
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