Quando vem o adeus
Quando vem o amor,
ele facilita o nosso ambiente.
Amamos nossa alma
com salubridade.
Quando vem o amor,
nos próximos anos
estaremos noivos
ou quase casados.
Quando vem o adeus,
a saudade aflige o coração
com angústia e indecisão.
Quando vem o adeus,
o amor se torna escassez
dentro da confusão mental.
Quando vem o adeus,
ele vem do próprio amor,
vem dos outros passados.
Nos primeiros dias depois,
passamos fome —
de consciência.
Miguel Soares
#poemadodia
@MiguelSoares
Luis Miguel Soares dos Santos
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Quando amei Tereza
A primeira vez que amei Tereza,
escrevi muitos poemas:
Ah, Tereza! amo-te aos serenos
ombros de jasmim, são os teus
ombros de jasmim que em mim trazem leveza.
A segunda vez que amei Tereza,
nos tocamos como a areia toca a praia:
Ah, Tereza! com o toque dos nossos céus,
me esqueci do que era tristeza.
A terceira vez que amei Tereza,
depois de um tempo, com delicadeza,
um adeus de Tereza surgiu
quando eu ainda acreditava que em seu amor
havia pureza, liberdade e certeza:
Ah, Tereza! ilusão tão eloquente
traz câimbra ao meu coração — cruel proeza.
Miguel Soares
#poemadodia
A primeira vez que amei Tereza,
escrevi muitos poemas:
Ah, Tereza! amo-te aos serenos
ombros de jasmim, são os teus
ombros de jasmim que em mim trazem leveza.
A segunda vez que amei Tereza,
nos tocamos como a areia toca a praia:
Ah, Tereza! com o toque dos nossos céus,
me esqueci do que era tristeza.
A terceira vez que amei Tereza,
depois de um tempo, com delicadeza,
um adeus de Tereza surgiu
quando eu ainda acreditava que em seu amor
havia pureza, liberdade e certeza:
Ah, Tereza! ilusão tão eloquente
traz câimbra ao meu coração — cruel proeza.
Miguel Soares
#poemadodia
O Papel Amigo
Quando aprendemos a escrever,
o papel se torna o nosso primeiro amigo.
Crescemos, e ele vira um confidente.
Afinal, quando nos apaixonamos,
escrevemos os detalhes da pessoa —
como conhecemos um amor ou uma amizade.
Desabafamos sobre o cotidiano,
as situações da vida,
as alegrias e as dores.
Tudo isso no papel amigo.
Quando envelhecemos,
o papel amigo também envelhece.
Afinal, ele é um amigo de infância.
Sabe dos nossos traumas,
de todas as dores e mágoas,
mas também conhece
nossa felicidade e conquistas.
Guarda o primeiro amor — e o eterno.
Esse é o meu papel amigo:
aquele que sempre me ouviu em silêncio.
Miguel Soares
#poemadodia
Quando aprendemos a escrever,
o papel se torna o nosso primeiro amigo.
Crescemos, e ele vira um confidente.
Afinal, quando nos apaixonamos,
escrevemos os detalhes da pessoa —
como conhecemos um amor ou uma amizade.
Desabafamos sobre o cotidiano,
as situações da vida,
as alegrias e as dores.
Tudo isso no papel amigo.
Quando envelhecemos,
o papel amigo também envelhece.
Afinal, ele é um amigo de infância.
Sabe dos nossos traumas,
de todas as dores e mágoas,
mas também conhece
nossa felicidade e conquistas.
Guarda o primeiro amor — e o eterno.
Esse é o meu papel amigo:
aquele que sempre me ouviu em silêncio.
Miguel Soares
#poemadodia
Um fim de tarde
Sempre que chega o fim da tarde
as casas se recolhem.
Algumas mais cedo,
outras mais tarde.
O relógio da tarde no interior
é o adeus do sol.
Vai-se cedo — às vezes,
pois senão, as casas não se recolhem.
Os sábios não são os que falam bonito,
mas quem ama a simplicidade
que é o fim desta tarde.
Miguel Soares
#poemadodia
Sempre que chega o fim da tarde
as casas se recolhem.
Algumas mais cedo,
outras mais tarde.
O relógio da tarde no interior
é o adeus do sol.
Vai-se cedo — às vezes,
pois senão, as casas não se recolhem.
Os sábios não são os que falam bonito,
mas quem ama a simplicidade
que é o fim desta tarde.
Miguel Soares
#poemadodia