21 November 1987
Dear Elisa,
Again I'm sitting, wondering how our paths separated. How did our castle of love, promises and plans just fall apart?
How could I allow our hearts to break in two?
I've been having trouble sleeping. The bed looks too big without you here. Too cold without your heat. I was asked if I have nightmares, but how can I consider nightmares my constant dreams about you?
I wake up without a floor, like I don't belong here anymore. I don't know if it's crazy of me, but I'm sure your smell is still strong on your side of the bed. Nothing makes sense without you here. I think about you every day and I blame myself in the same intensity.
I feel like a complete idiot for taking so long to realize that our love was in trouble. How long before that would have been enough to change your mind? One day? A week? A month? I have no way of knowing that answer, but I'd trade everything to have noticed at least five minutes earlier. I'd give anything, do anything, give you the world so you wouldn't leave.
But that's life, full of comings and goings. And I never even thought I'd have to prepare for your departure, at least until the day you said you were leaving. And so he did.
From the bottom of my heart, I wish you all the luck in the world. I want you to be happy, even if, unfortunately, you're not by my side.
Even though, unfortunately, love for itself was not enough to keep us together.
Deep down, I hope that one day love will find us again and be strong enough to break the chains from the distance that separate us.
Every night I wonder how that happened. After every moment together, every touch, every plan... How did this happen?
It hurts to think that all promises were in vain.
Yesterday I went back to our favorite coffee. I sat at the same table as always, the one in the corner near the coffee machine, the strong smell of the roasted coffee you love still hovered in the air, impregnation the whole environment. The same table where we were always lost in everything and nothing, in conversations as hot as the sound of your laugh. Every bitter sip was as if I was waiting for you to arrive at any time, smiling, saying that I overdo sugar. The waiter recognized me, asked about you, and I lied. You said you were traveling. It was easier than admitting you're never coming back.
Especially now that I hear you're with someone else.
Laugh. I tried to deny it. I tried to believe it was just a rumor. Like it's impossible. Like my name is still on your chest. But the laugh died too fast. Deep down, I knew it. I've always known. Life goes on, and this time it went on without me
I know moving on was right for you. That it was necessary. But it still hurts. I really hope you're okay. May I have found the happiness that, as hard as I tried, I could never give you.
And if he ever hurts you, I hope you know that true love never hurts, never abandons, never makes you feel alone. I hope you know I would never do that, like I never did. Which makes it even harder to accept that it's all over.
Which makes it even harder to accept that I need to let you go.
And this process has been very painful.
I feel like my heart has been ripped from my chest and left to dry in the sun, forgotten, lifeless. When it doesn't hurt, there's only one deafening silence left. I still don't know how I let the light out that lit my whole life.
Anyway... This may be the last time you'll ever hear of me. From the bottom of my heart, I hope not, but if it is, I want you to know you'll never be alone. Wherever I am, my thoughts will always find you.
I miss you, girl. And maybe you always do. But if true love never leaves, then somehow I'll always be there. Even if you never look back. Maybe the aroma of coffee you love so much. The last sip of white wine you insist on having after dinner. Or even on the empty side of the bed, when you remember that one day, our dreams already slept together.
I still love you!
I really love you!
Forever yours,
Henry.
@omathreis
1 year ago
Public
Automatically translated from Portuguese.
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21 de Novembro de 1987
Querida Elisa,
Mais uma vez estou sentado, me perguntando como nossos caminhos se separaram. Como nosso castelo de amor, promessas e planos simplesmente desmoronou?
Como pude permitir que nossos corações se quebrassem em dois?
Tenho tido dificuldades para dormir. A cama parece grande demais sem você aqui. Fria demais sem seu calor. Me perguntaram se eu tenho pesadelos, mas como posso considerar pesadelos meus constantes sonhos com você?
Acordo sem chão, como se eu não pertencesse mais a este lugar. Não sei se é loucura minha, mas tenho certeza de que o seu cheiro ainda está forte no seu lado da cama. Nada mais faz sentido sem você aqui. Penso em você todos os dias e me culpo na mesma intensidade.
Sinto-me um completo idiota por ter demorado tanto tempo para perceber que nosso amor estava em apuros. Quanto tempo antes teria sido suficiente para te fazer mudar de ideia? Um dia? Uma semana? Um mês? Não tenho como saber essa resposta, mas eu trocaria tudo para ter percebido pelo menos cinco minutos antes. Eu daria tudo, faria tudo, te daria o mundo para que você não partisse.
Mas a vida é assim, cheia de idas e vindas. E eu nunca sequer cogitei que precisaria me preparar para a sua partida, pelo menos até o dia em que você disse que iria embora. E assim o fez.
Do fundo do meu coração, desejo toda a sorte do mundo a você. Desejo que seja feliz, mesmo que, infelizmente, não seja ao meu lado.
Mesmo que, infelizmente, o amor por si só não tenha sido suficiente para nos manter juntos.
No fundo, espero que um dia o amor nos encontre novamente e que seja forte o bastante para quebrar as correntes da distância que nos separam.
Todas as noites me pergunto como isso aconteceu. Depois de todos os momentos juntos, todos os toques, todos os planos... como isso aconteceu?
Dói pensar que todas as promessas foram em vão.
Ontem voltei ao nosso café favorito. Sentei-me na mesma mesa de sempre, aquela no canto perto da máquina de café, o cheiro forte do café torrado que você adora ainda pairava no ar, impregnando todo o ambiente. A mesma mesa onde sempre nos perdíamos em tudo e em nada, em conversas tão gostosas quanto o som da sua risada. Cada gole amargo era como se eu estivesse esperando você chegar a qualquer momento, sorrindo, dizendo que eu exagero no açúcar. O garçom me reconheceu, perguntou de você, e eu menti. Disse que estava viajando. Foi mais fácil do que admitir que você nunca mais vai voltar.
Principalmente agora que eu soube que você está com outro.
Ri. Tentei negar a ideia. Tentei acreditar que não passava de um boato. Como se fosse impossível. Como se meu nome ainda estivesse gravado no seu peito. Mas a risada morreu rápido demais. No fundo, eu sabia. Sempre soube. A vida segue, e, dessa vez, seguiu sem mim
Sei que seguir em frente era o certo para você. Que era necessário. Mas, ainda assim, dói. Espero, de verdade, que esteja bem. Que tenha encontrado a felicidade que, por mais que eu tentasse, nunca consegui te dar.
E se um dia ele te magoar, espero que saiba que o amor verdadeiro nunca machuca, nunca abandona, nunca te faz sentir sozinha. Espero que saiba que eu nunca faria isso, como nunca fiz. O que torna ainda mais difícil aceitar que tudo acabou.
O que torna ainda mais difícil aceitar que preciso te deixar ir.
E esse processo tem sido muito doloroso.
Sinto como se meu coração tivesse sido arrancado do peito e deixado para secar ao sol, esquecido, sem vida. Nos momentos em que não dói, sobra apenas um silêncio ensurdecedor. Ainda não sei como deixei apagar a luz que iluminava toda a minha vida.
Enfim... pode ser que esta seja a última vez que você vai ouvir falar de mim. Do fundo do meu coração, espero que não, mas, se for, quero que saiba que nunca estará sozinha. Onde quer que esteja, meus pensamentos sempre vão te encontrar.
Sinto sua falta, garota. E talvez sempre sinta. Mas se o amor verdadeiro nunca abandona, então, de alguma forma, estarei sempre aí. Mesmo que você nunca olhe para trás. Talvez no aroma do café que você tanto ama. No último gole do vinho branco que você insiste em tomar depois do jantar. Ou até mesmo no lado vazio da cama, quando se lembrar que, um dia, nossos sonhos já dormiram juntos.
Eu ainda te amo!
Realmente te amo!
Para sempre seu,
Henrique.