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Será? Amor...

E mais uma vez o sol se pôs,
e eu sigo aqui, pensando: será?
Será que pensas em mim
quando vês a nossa foto?
Aquela que está estampada
como papel de parede no teu celular.
Eu sei: tu não a trocarias.
Como se, no fundo daquela tela, morasse ainda um restinho de esperança.

Será que ainda te lembras
dos nossos momentos?
Porque eu me recordo de cada um: com amor, com tristeza e até com raiva.
Só que não é raiva de ti, amor...
Perdão... força do hábito.
Às vezes, ainda me escapa o "amor",
mesmo quando sei que agora é só Mateus.

Cada escolha que fizemos nos trouxe até aqui.
Mas eu nunca pediria que abrisses mão dos teus sonhos por mim,
assim como também não abriria dos meus...

Não é egoísmo,
é só a vida.

Prometi que não choraria,
e não vou chorar!
Mesmo assim, sigo pensando em ti.
Em tudo que fomos.

Será? Amor...
Será que, um dia, esse amor deixará de ser real?
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Bifurcações da Vida

Escolher entre a estrada predregosa, repleta de cacos de vidros, ou cortar caminho pelo pântano tenebroso?
Seguir pela rua ladrilhada com pedrinhas de brilhantes ou forrada com pétalas de flores das velhas cerejeiras?

Não há um caminho fácil ou seguro, difícil ou assustador por definição. Há, sim, escolhas que nos fazem refletir sobre trajeto percorrido.

Mesmo que fiques parado, apenas observando, algo ainda assim pode acontecer. Afinal, tua escolha foi tentar escolher... e isso te levou apenas a contemplar.

No fim, os caminhos são decisões que exigem atitude e sabedoria, para que a voracidade do tempo não te consuma, nem transforme tua vida em um calcário infinito.

Rafael Araújo
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Que vontade de fazer uma poesia.
Não sobre o amor. Nem sobre a dor.
Talvez… sobre o fato de eu não saber chorar,
ou sequer demonstrar tristeza.

Sabe por quê?
Não espere a resposta de mim
nem eu sei.

Só sei que
não sei chorar.

Rafael Araújo
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Pequena crônica de nós dois

Você me pediu uma poesia...
Ofereci um beijo.
Pediu-me um abraço...
Entreguei meu amor.
Quis um sorriso...
Dei-te minhas palavras.

Então, ousei pedir que me amasse...
E você... me deu sua paz, a sua paixão o seu tudo.

Por Rafael Araújo
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Perdas

Perdi o que já nem tinha.
Perdi a paz,
o amor,
até a dor.

Perdi a vontade,
o encantamento,
o desejo.
Perdi a mim mesmo.

Perdi o silêncio.

Agora,
fico aqui,
encarando o único ser
que me faz companhia
nas noites frias.

Só não perdi el...

Por Rafael Araujo
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Valsinha do Guardião

Quando te vi, sonhei...
por nós dois.
Enquanto sorrias, eu chorava por ti.
Guardei tantos sorrisos
que tu jamais verás.

Já não vivo, apenas espero teus beijos.
Criei tantos mundos para nós,
mas nem na narrativa sou feliz.

Tu não me vês,
não me ouves,
e eu sigo assim… tão sozinho.

Porque
és por mim, és por ti, és o fim.

Por Rafael Araújo
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Minhas Memórias

Lembro de situações e momentos que vivi na infância, mas não me vêm à mente imagens, apenas sensações de tê-los vivenciado.

Para os outros, essas lembranças são meras fabricações da minha mente...
Mas eu sei que são reais, porque as vivi e ainda as sinto, mesmo que dispersas entre os vários fragmentos de mim.

De algo posso afirmar: são lembranças que carregam um misto de sensações, todas resumidas na felicidade de tê-las vivido ao lado da minha mamãe.

Por Rafael Araújo
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O Dilema da Poesia e o Poeta

De onde nasce a poesia?

Das entranhas do poeta,
ou talvez da criatividade volátil do poeta.

Mas, no fundo, o poeta é sem rosto, sem olhos,
e até sem boca.
O poeta bate contra a parede, invisível.
Carrega a maca com seu próprio corpo machucado,
mas não chora, porque feridas se cicatrizam com sua poesia.

Talvez seja daí que a poesia nasce:
do completo que é vazio,
do vazio que enlouquece,
da loucura... de não saber de onde nasce a poesia.

Afinal, a poesia só nasce.

Por Rafael Araújo
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Improviso
Reformulo o ditado e vos digo:
Quem não tem urso,
Caça com coelho.

E quem não tem coelho?
Usa minha lança,
mas que tenha pulso firme,
porque ela escorrega fácil
e quando escorrega,
entra fundo.

Talvez... só talvez,
você goste de usá-la
e queira usar sempre.
Deixando de lado o urso que não tem,
verá que o coelho...
esse é apressado demais.

Por Rafael Araújo
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Guardei o silêncio e perdi o seu beijo.
Tranquei seu amor no peito e, hoje, ganhei a solidão que me aprisiona.
No fim, só existo em corpo, pois a alma... a minha, vagueia buscando se libertar de você.

Rafael Araújo
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