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Aos 17 anos, a mente da gente é um turbilhão. Anna Carolina carrega a carga ancestral de ter que dar conta de tudo, mas ela escolhe não escolher. Ela se omite. Ela deixa o tempo passar. Em 'Metamorfose', eu não quis escrever sobre a dor histórica, mas sobre o estrago real que a omissão causa na vida de uma jovem. Um ciclo numerológico de 9 anos — o tempo exato que o Universo leva para estruturar e encerrar um aprendizado — onde cada silêncio da juventude cobra seu preço na vida adulta.

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 Uma leitora uma vez me questionou: 'Como a mãe da Anna Carolina não via o que ela estava fazendo?'. Minha resposta como escritora é simples: porque a vida real não tem roteiro de novela. Pais trabalham 9 horas por dia, sustentam a casa, observam de longe e impõem limites quando as coisas saem dos trilhos. Em 'Metamorfose', os pais da Anna não são omissos; eles são reais... #metamorfose #foryou #uiaramei #literaturabrasileira

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Vim dar uma volta nas redes porque está chovendo muito em Macaé e a prova foi reagendada, e me deparo com a polêmica do banheiro. Então, vamos de lógica e praticidade: banheiros públicos individuais resolvem tudo e abrem espaço para debater pautas mais importantes. Cada um com o seu espaço, por questões de segurança. Não vou investir tempo tecendo argumentos.

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@uiaramei :

Me dei o luxo de uma pausa contemplativa aqui no home office, porque essa vida autônoma do neoliberalismo é totalmente escravista. Já pensei demais por hoje. Como explica Byung-Chul Han, nós mudamos de regime, mas passamos a explorar a nós mesmos: o carrasco e a vítima agora habitam o mesmo corpo. 

No instante em que se cruza o portal da ficção, mexe-se com o invisível, com os arquétipos e com memórias guardadas no inconsciente. A psicografia e a canalização podem, sim, pulsar no coração de romances populares, sem que o escritor precise rotular ou sequer ter consciência dessa dinâmica. Toda criação artística autêntica tem um pé no mistério e dialoga com o invisível, independentemente de quem acredita ou não nessa possibilidade.

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Antes de tecer o meu pensamento crítico de hoje, quero reforçar que não me dirijo a ninguém em específico. Falo sempre de uma problemática existente; afinal, se alguém levantou uma pauta, é porque ela é um assunto comum dentro de uma comunidade. Parafraseando a mim mesma: "...vou tecer uma linha de pensamento que pode agradar ou ofender; isso dependerá da maturidade de quem lê. E a compreensão será mais a respeito de quem lê do que de quem escreveu."