Sou como criança
que se encanta com tudo,
e a tudo vislumbra com terno sorriso.
Acontece que o mundo ao qual avisto
é demasiadamente pequeno, minúsculo.
E eu fico aqui, a me encantar com o crepúsculo;
E fico aqui a me encantar com o azul
do céu, imenso...
Tento
não me perder e me perco,
me lembro de você,
sempre
que avisto as estrelas,
lembro
que já não sou mais inteira.
#desafio 365/188
#Link365TemasLivros
#Desafio365Livros
Dia 50
Comente na Biblioteca em um livro de autor que se destaca na literatura mundial por prêmios que recebeu.
(Vale comentário em marcação de Lido ou em Leitura e resenha, não esqueça de marcar a caixa de compartilhar no perfil)
#Desafio365Postagens
Dia 188
Quando o Oriente Olha
Andamos presos na narrativa,
seria clichê dizer sem caminho?
Até que a imagem distorcida
de um borracheiro acolhido
pelo linchado se torna tão conhecida
Como uma fábula
que um dia o Oriente resolve
olhar seu filho de criação
como quem questiona um culpado
Pela alienação.
Indicação: A Mulher Ruiva – Orhan Pamuk
<h5><span style='color: red;'>#Amulherruiva</span></h5><p><strong>Status da Leitura:</strong> Em Leitura - Fato Marcante</p><p>Detalhes do Livro: <a href='https://www.literunico.com.br/books/984'><strong>A mulher ruiva</strong></a></p>
<div style='text-align: center;'><p><img src='https://www.literunico.com.br/storage/app/public/creations/covers/7ccFT6pMsVFNCZ8VANw2IacdGhz4CgOaxFveut5b.jpg' style='max-width:50%; height:auto;'></p><p><a href='https://www.literunico.com.br/creations/13' target='_blank'><strong>A gata, o diabo e o desejo: a história de Renata & Bernardo</strong></a></p><p><a href='https://www.literunico.com.br/creations/13/chapters/187' target='_blank'>Clique aqui para ler o capítulo "A revelação e o limite" completo</a></p></div>
<div style='text-align: center;'><p><img src='https://www.literunico.com.br/storage/app/public/creations/covers/7ccFT6pMsVFNCZ8VANw2IacdGhz4CgOaxFveut5b.jpg' style='max-width:50%; height:auto;'></p><p><a href='https://www.literunico.com.br/creations/13' target='_blank'><strong>A gata, o diabo e o desejo: a história de Renata & Bernardo</strong></a></p><p><a href='https://www.literunico.com.br/creations/13/chapters/186' target='_blank'>Clique aqui para ler o capítulo "A responsabilidade e o desespero" completo</a></p></div>
<div style='text-align: center;'><p><img src='https://www.literunico.com.br/storage/app/public/creations/covers/7ccFT6pMsVFNCZ8VANw2IacdGhz4CgOaxFveut5b.jpg' style='max-width:50%; height:auto;'></p><p><a href='https://www.literunico.com.br/creations/13' target='_blank'><strong>A gata, o diabo e o desejo: a história de Renata & Bernardo</strong></a></p><p><a href='https://www.literunico.com.br/creations/13/chapters/185' target='_blank'>Clique aqui para ler o capítulo "A calcinha e o teste" completo</a></p></div>
<div style='text-align: center;'><p><img src='https://www.literunico.com.br/storage/app/public/creations/covers/7ccFT6pMsVFNCZ8VANw2IacdGhz4CgOaxFveut5b.jpg' style='max-width:50%; height:auto;'></p><p><a href='https://www.literunico.com.br/creations/13' target='_blank'><strong>A gata, o diabo e o desejo: a história de Renata & Bernardo</strong></a></p><p><a href='https://www.literunico.com.br/creations/13/chapters/184' target='_blank'>Clique aqui para ler o capítulo "A confissão e o visitante" completo</a></p></div>
#Link365TemasLivros 187 uma obra em que o autor, por meio da linguagem, enfrenta as amarras de seu tempo, transformando dor e exclusão em transcendência lírica.
Entre a estrada e a estrela, de José Inácio Vieira de Melo. Nessa coletânea de poemas, o autor transforma a linguagem em um espaço de travessia, entre o que oprime e o que liberta, entre o que fere e o que canta.
A poesia de José Inácio não foge da dor, mas a atravessa com lirismo.
Ele escreve a partir de um lugar de deslocamento, de quem vive entre margens, geográficas, sociais, existenciais.
A linguagem é ao mesmo tempo abrigo e denúncia: formalmente bela, mas carregada de inquietação.
A busca por transcendência não é religiosa, mas profundamente humana — feita de memória, corpo e silêncio.
Como aponta o crítico Aleilton Fonseca, a obra constrói “a singularidade da busca de transcendência lírica empreendida pelo poeta” em um “entre-lugar da vida e da linguagem”, onde o sujeito poético não se acomoda, mas se reinventa em movimento.
#Link365TemasLivros 186 um livro que encare a multiplicidade da identidade como um dilema e uma força criativa.
Se tem um livro que me pegou de surpresa — e me deixou pensando por dias — foi Tudo é Rio, da Carla Madeira. Eu já tinha ouvido falar, claro. Era difícil ignorar o burburinho: segundo lugar entre os mais vendidos, elogios por todos os lados, gente dizendo que queria reler assim que terminou. Mas só quando comecei a ler sobre ele com mais atenção é que entendi o porquê de tanto impacto.
A história gira em torno de Dalva, Venâncio e Lucy, três personagens que se entrelaçam num triângulo de amor, dor e desejo. Mas o que me chamou mesmo foi a forma como a autora escreve: com uma linguagem que flui como o próprio rio do título. Às vezes suave, quase poética; outras vezes brutal, cortante. E isso não é só estilo, é estrutura emocional.
A autora não idealiza ninguém. Ela mostra o humano em sua forma mais crua: o ciúme, a culpa, o arrependimento, o desejo que não se controla. E tudo isso sem cair no melodrama. Pelo contrário, tem uma contenção que só torna tudo mais intenso.
Depois de ler algumas resenhas, percebi que esse livro não é só sobre relações amorosas. É sobre o que nos move e nos destrói. Sobre o que a gente tenta esquecer, mas que volta como correnteza.
#Link365TemasLivros 185 livro onde a poesia atua como denúncia social, expondo injustiças, omissões históricas ou descasos culturais. Obras que não se calam diante da fome, da miséria ou da negligência com a arte e seus criadores.
Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada, de Carolina Maria de Jesus. Embora seja mais conhecido como diário, sua escrita transborda poesia, uma poesia crua, direta, que denuncia com força a fome, o racismo, a exclusão e a negligência cultural que marcaram (e ainda marcam) a vida de tantos brasileiros marginalizados.
Carolina escrevia com papel e lápis recolhidos do lixo, e mesmo assim sua voz atravessou o silêncio imposto à periferia. Seus poemas e reflexões são testemunhos vivos de uma mulher negra, pobre e escritora, que se recusou a ser apagada. Sua poesia não é ornamento: é denúncia, é sobrevivência, é arte que sangra.
Exemplo de sua força poética:
“Amo-a, mas sou tão pobre
E dos pobres ninguém gosta.”
esse verso, do poema Poeta, sintetiza o preconceito de classe e a desumanização dos marginalizados com uma simplicidade devastadora.
#Link365TemasLivros 184 um livro de poesia em que a forma clássica não diminui o pensamento crítico, obras que exploram métrica, rima e equilíbrio formal, mas sem abrir mão da ironia, da filosofia e da leitura profunda do mundo.
A Rosa do Povo, de Carlos Drummond de Andrade.
Publicado em 1945, em plena Segunda Guerra Mundial, o livro é um marco da poesia brasileira moderna, mas sem abandonar a métrica, a rima e a estrutura clássica. Drummond usa essas ferramentas não para conter a emoção ou o pensamento, mas para lapidar a crítica social, a ironia e a angústia existencial com precisão quase cirúrgica.
#Link365TemasLivros 183 um livro onde o mundo rural é tratado com profundidade poética e social, não como ideal bucólico, mas como espaço de afetos complexos, de luta por permanência e de beleza que resiste ao tempo.
Água Funda, de Ruth Guimarães.
Ambientado entre o sul de Minas Gerais e o Vale do Paraíba, o romance mergulha nas camadas mais profundas da vida rural brasileira, não como um cenário idealizado, mas como um espaço de tradições, conflitos, afetos e resistência. A autora entrelaça o cotidiano com o fantástico, o realismo com o simbólico, criando uma narrativa que pulsa com a oralidade e a memória coletiva.
#Link365TemasLivros 182 um livro onde a narrativa se constrói como uma jornada espiritual, obras em que o personagem principal busca mais que respostas, busca escuta, silêncio, desapego e a sabedoria que só vem depois da queda.
Em Busca da Sabedoria, de Sri Ram.
A obra acompanha um protagonista que, após enfrentar perdas e desilusões, parte em uma jornada de autoconhecimento. Mas o que torna essa história especial é que ela não busca respostas fáceis. Ao contrário: ela mergulha no silêncio, na escuta interior, na meditação e no desapego como caminhos para a sabedoria. A narrativa é construída com leveza e profundidade, e cada encontro do personagem é menos sobre o mundo externo e mais sobre o que ele precisa abandonar ou compreender dentro de si.
🌿 Temas centrais:
A travessia como metáfora da transformação
O silêncio como linguagem da alma
A queda como ponto de partida, não de fim
A sabedoria como algo que não se conquista, mas se revela
Homenagem a Ferit Orhan Pamuk.
Pamuk é o primeiro autor turco a ganhar o Prêmio Nobel de Literatura, sendo elogiado por ter, nas palavras da Academia Sueca, "descoberto novas almas melancólicas na cidade natal".
"A literatura é a arte de descobrir algo extraordinário sobre as pessoas comuns, e dizer coisas profundas com palavras simples."
A mulher ruiva: <a href="https://www.literunico.com.br/books/984">Aqui!</a>
#aniversárioliterário
#Link365TemasLivros 181 um livro em que a narrativa seja construída como um confronto de versões, onde o enredo se forma por múltiplas perspectivas, revelando que o centro da verdade nunca está onde se imagina.
Meia-noite e Vinte, de Daniel Galera. A história acompanha quatro amigos que se reencontram após a morte de um colega em comum, e cada capítulo é narrado por um deles. O mais fascinante é como cada perspectiva revela não apenas versões diferentes dos mesmos eventos, mas também contradições, silêncios e ressentimentos que estavam enterrados sob a superfície da amizade. A verdade, se é que existe uma, se dissolve entre as vozes.
#Link365TemasLivros 180 um livro que narre o fim do mundo como espelho da alma humana.
Estação Onze (Station Eleven), de Emily St. John Mandel. Embora publicado originalmente em 2014, ele ganhou nova relevância nos últimos anos — e continua sendo uma leitura profundamente atual.
A história acompanha os sobreviventes de uma pandemia devastadora, mas o foco não está na catástrofe em si, e sim naquilo que permanece: a arte, a memória, os vínculos humanos. A narrativa salta entre o passado e o presente, revelando como cada personagem lida com a perda, o silêncio e a reconstrução de sentido em um mundo despido de excessos.
O mais fascinante é que o fim do mundo aqui não é tratado com explosões ou heroísmo, mas com delicadeza e introspecção. A autora transforma o colapso da civilização em um espelho íntimo, revelando o que somos quando tudo o que nos distrai desaparece. A “Sinfonia Itinerante”, um grupo de artistas que viaja apresentando Shakespeare e música clássica, é um símbolo poderoso dessa busca por beleza mesmo no deserto.
Homenagem a António Gomes Leal (1848–1921).
Foi um poeta e jornalista português, conhecido por sua escrita intensa, satírica e marcada por grandes contrastes — tanto de estilo quanto de visão de mundo. Ele é uma figura peculiar da literatura portuguesa do século XIX, transitando entre o romantismo, o parnasianismo e o simbolismo.
"Deus é o grande silêncio das almas."
- António Gomes Leal
A Fome de Camões: <a href="https://www.literunico.com.br/books/985">Aqui!</a>
#aniversárioliterário
Cronograma da leitura coletiva de Desejo, da autora Ca Dantas!
Compre o livro aqui: https://www.literunico.com.br/CaDantasAutora/post/5421
https://www.literunico.com.br/reading-clubs/2/forum/36
Leitura coletiva do mês de julho até o dia 08/08.
Vou ler Desejo, da Ca Dantas, e gostaria de compartilhar as minhas opiniões com outros leitores. Por isso, que tal você participar também?
Em breve coloco aqui o link para você adquirir o eBook do livro, mas, se quiser dar uma conferida, já tem sinopse e capa lá no fórum do Clube:
👇
https://www.literunico.com.br/reading-clubs/2/forum/36