O coração inquieto Confissões · Capítulo 2 de 6
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O coração inquieto

O coração inquieto

Grande és tu, Senhor, e digno de todo louvor. O homem deseja louvar-te, ele que é pequena parte da tua criação, levando consigo a mortalidade, a marca de seu pecado e o testemunho de que resistes aos soberbos.

Mesmo assim, o homem, pequena parte da criação, quer louvar-te. Tu o moves a encontrar alegria nesse louvor, porque nos fizeste para ti, e inquieto está o nosso coração enquanto não repousa em ti.

Quem me dará repouso em ti? Quem fará que venhas ao meu coração e o embriagues, para que eu esqueça meus males e abrace meu único bem?

Não haveria eu, então, de existir em ti, de quem vêm todas as coisas? Ou tu é que estarias em mim? Como poderia invocar-te, se antes não te conhecesse? E como conhecer-te, se não fosses tu mesmo a chamar por mim?

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