I. O condor que guardava a montanha
Dizia-se que o condor não voava apenas para caçar ou medir o vento. Voava para contar às montanhas aquilo que os homens faziam nos vales. Quando uma aldeia esquecia de agradecer pela água, o condor subia até o cume e batia as asas sobre a neve. Então o rio diminuía, não por castigo, mas para que todos lembrassem que nada que corre é garantido para sempre. Uma menina subiu com uma tigela de barro, ofereceu milho e cantou para a montanha. No dia seguinte, o rio voltou com voz mais clara.