IV. A mulher de milho azul
Numa época de fome, apareceu na aldeia uma mulher vestida com fios azuis. Ela ensinou que o milho não gostava de mãos apressadas nem de palavras duras. Mandou que todos plantassem juntos e que cada família guardasse uma parte para quem chegasse depois. Quando veio a colheita, algumas espigas nasceram azuis como a roupa da visitante. A mulher desapareceu, mas os grãos ficaram. E os anciãos passaram a dizer que a fartura é uma pessoa que só entra onde a porta está aberta.