Cena VIII
Cena VIII
Amália, depois Perdigão
Amália - Meu Deus! Hoje parece ser o dia de São Bartolomeu! Se não anda o diabo solto na cidade, ao menos nesta freguesia..
Perdigão (Entra apressado, vestido para a cerimônia.) - Ó Compadre! Ó comadre!
Amália - Mais uma Parte!
Perdigão - Deixe-se de Partes!
Amália - Meu marido não está... (Reparando.) Ah! é o Compadre!
Perdigão - Estamos até estas horas à espera do padrinho e nada!
Amália - Queixe-se da maldita subdelegacia, Compadre! Estamos vestidos há três horas... (Consultando o relógio.) Há três horas e um quarto...
Perdigão - Ora! Para que foi o Compadre buscar sarna para se coçar...
Amália - O Compadre não imagina! Quantas vezes, alta noite, está ele sossegado a dormir, quando, de repente, é despertado pelas malditas Partes...
Perdigão - Por força!
Amália (Indo à janela.) - Já está aplacado o rolo... (Voltando.) Hoje quase o matam!
Perdigão (Dando um salto.) - A quem?
Amália - Ao Cardoso.
Perdigão - Ah! Ele descia a escada com tanta impetuosidade! Ia em mangas de camisa e de fitão... Olhem que figura! Espirrava, que era um Deus nos acuda! “Viva!” lhe disse eu; ele, porém, não me conheceu, apesar de responder: “Dominus tecum”, em vez de: ”Obrigado!”