Encerramento e gran-finale
Nada te sucederá
Porque inerme déste o teu aféto
No sôco do coração
Te levarei
Nas quatro sacadas fechadas
Do coração.
Deixei de ser o desmemoriado das idades de ouro
O mago anterior a toda cronologia
O refém de Deus
O poéta vestido de folhagem
De côcos e de crâneos
Alba
Alfáia
Rosa dos Alkmin
Dia e noite do meu peito que farfalha.
À teu lado
Terei o mapa-mundi
Em minhas mãos infantes
Quero colher
O fruto crédulo das semeaduras
Darei o mundo
A um velho de juba
A seu procurador mongól
E a um amigo meu com quem
Pretenderam
Encarcerar o sol.
Viveremos
O corsário e o porto
Eu para você
Você para mim
Maria Antonieta d’Alkmin.
Para lá da vida imediata das tripulações
De trincheira
Que hoje, comigo, com meus amigos redivivos
Escutam os assombrados
Brados de vitória
De Stalingrado.
Dezembro de 1942.