Encerramento e gran-finale Cântico dos cânticos para flauta e violão · Capítulo 15 de 15
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Encerramento e gran-finale

Nada te sucederá

Porque inerme déste o teu aféto

No sôco do coração

Te levarei

Nas quatro sacadas fechadas

Do coração.

Deixei de ser o desmemoriado das idades de ouro

O mago anterior a toda cronologia

O refém de Deus

O poéta vestido de folhagem

De côcos e de crâneos

Alba

Alfáia

Rosa dos Alkmin

Dia e noite do meu peito que farfalha.

À teu lado

Terei o mapa-mundi

Em minhas mãos infantes

Quero colher

O fruto crédulo das semeaduras

Darei o mundo

A um velho de juba

A seu procurador mongól

E a um amigo meu com quem

Pretenderam

Encarcerar o sol.

Viveremos

O corsário e o porto

Eu para você

Você para mim

Maria Antonieta d’Alkmin.

Para lá da vida imediata das tripulações

De trincheira

Que hoje, comigo, com meus amigos redivivos

Escutam os assombrados

Brados de vitória

De Stalingrado.

Dezembro de 1942.

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