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Franthesca Kally

@ MultiuniversoFK

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60.0 LC

ESTRADA

LITERÁRIA

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12/0121:50
Poema na Liga dos Sete - Facebook.
Desejo

Sobe duas rodas
Descubro o que é vida
A leveza
Tudo ao redor se transforma

Aceleração uma brincadeira
Deliciosa e louca
Que se chama perigo
Combinação perfeita
Pode até ser uma combinação perigosa

Na estrada luzes, cores
Faça sol ou faça chuva
A beleza me encanta
Amada pela estrada sem fim

Carregado de desejos
De lugares a conhecer
A ir de um lugar ao outro
Moto como a chamam
Mais para mim e a liberdade
De uma vida
Cheia de idas e vindas
Carregada de histórias
De muitas lembranças

Machucados graves ou não
Não faz diferença
O importante é estar sobre duas rodas
Subir morro?
Coisa melhor não tem

Acelerada tudo
E deixa ir
De um canto ao outro
Me encontro
Me refaço
Da brincadeira do motor
A realização de um desejo

Moto, a alma gêmea de quem ama aventuras
Vai e volta
Desejo que se faz presente
Vivo na loucura da procura de algo
Incomparável

O vento contra o corpo
Algo insubstituível
Delicioso, essa mistura
Sobre duas rodas
No sobe e desce

A cada nova curva
Um desejo de continuar
Toma conta
Acelero cada vez mais
E deixa ir

Me encontro sobre duas rodas
Fecho meus olhos
E cada parte do meu corpo
Vibra pela estrada
E como se fosse o destino

Me dizendo o que devo fazer
Viver loucamente
Está e a verdade escondida
Meu coração bate loucamente pela estrada
Pelo desejo de seguir

Podem dizer que é um perigo
Que é uma loucura
Sem fim
Vão se calar
Não sabem o que perdem

Essa é a minha sina
Esse destino
Sempre foi o que quis
Que sempre vibrou dentro de mim
Vivendo das aventuras da vida

Seguindo o caminho
Não importa se está no asfalto
Ou se está na terra
O que importa é ir cada vez mais rápido
Franthesca Kally
12/0121:48
Poema na Liga dos Sete - Facebook.
Jardim
Caminhando pelo jardim, entre diversas flores pelo caminho
Sozinha me encontro aqui
Descalça, vestido que se arrasta pela terra
Que toca meus pés
Não me importo, com os espinhos que tocam minha pele
E rasgam meu vestido
Em algumas o doce vermelho do sangue que
Meu coração cansado bombeia
Toco delicadamente as pétalas
Das flores, leves e maleáveis como o vento
Não se pode encontrar a saída deste jardim
Seu tamanho esconde muitos segredos
Nos quais entrei pela sua beleza encantadora
O sol sobre minha cabeça, a terra em meus pés
Encantadora alucinação, que me vê dançar sobre espinhos
Caminho descalça, cabelos soltos ao vento
Entre nesse jardim onde não pode ser encontrados,
Se não forem dignos de tal esplendor
Cada dor, floresce uma nova flor
O tempo é como se estivesse congelado
Talvez eu esteja perdida, mas já não procuro a saída
As cores se diferenciam na maneira que as olham
Danço e canto ao som da dor, o sangue abrilhanta
Como confetes em um baile
Os espinhos tocam ao som da melodia
As pétalas se move com o toque do vento
Não quero encontrar a saída
A beleza do jardim é encantadora
Encantadora a alucinação, que me fez dançar sobre os espinhos
Caminhando pelo jardim, aqui se tem diversas flores
Descalça eu estou, cabelos ao vento, vestido que toca a terra
Cada dor se tem uma flor
O tempo é como se estivesse congelado
Talvez eu esteja perdida, mas não quero a saída mais
Não, são todos que podem entrar
Em alguns, doce o vermelho do sangue
Caminho descalça sem me importar
Foi o tempo para algo assim
Franthesca Kally
12/0121:46
Poema disponível na Liga dos Sete - Facebook.
Flores de Pau-de-Rosa

No tronco forte, espinhos a abraçar, surge a beleza que insiste em brotar
Erguem-se flores, começam a dançar, como a mulher que aprendeu a lutar
Mesmo ferida, continua a amar, pau-de-rosa, em brilho a cantar
Tocam a alma sem precisar falar, pétalas brandas, veios de emoção

Carregam segredos do coração, no outono da vida, brilham em flor
Mulher é raiz, coragem e cor, flores de pau-de-rosa, alma a pulsar
Tantas batalhas sem se calar, entre as dores, ela sabe dançar
E se refaz no dom de amar, cai uma pétala, suave no chão

Mas não se perde a força do chão, mulher levanta com mais precisão
Se reinventa em cada estação, desabrochando em calor e cor
Pétalas leves com veios de amor, no outono calmo, um doce sabor
A vida renasce sem pedir favor, flores de pau-de-rosa, vem me mostrar

Que mesmo entre espinhos dá pra amar, a dor e a beleza podem caminhar
E a alma insiste em se reinventar, como a flor que cresce no espinhar
Cai uma pétala, como um sussurro
A mulher floresce sem se dobrar, não é só beleza que vem mostrar

É força viva a nos guiar, flores de pau-de-rosa, vão revelar
Que ser mulher é mais que encantar, é resistir, é renascer, é cuidar
E no amor, sempre recomeçar
Adeus ao dia, ao tempo maduro

Mas a raiz firme canta no escuro, renova esperanças num novo futuro
Assim é a vida, dançar e cair
Chorar e sorrir, partir pra construir
O pau-de-rosa me fez entender, que amar é também se permitir

Flores de pau-de-rosa, vem me mostrar
Que mesmo entre espinhos dá pra amar
A dor e a beleza sabem ensinar
A se doar… e se deixar amar
Franthesca Kally