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Franthesca Kally

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12/0119:02
Poema na Liga dos Sete - Facebook.
Amanhã será melhor

A vida adulta não é um mar de rosas, é um oceano que muda de humor
Acordo cedo, mesmo cansado, o corpo reclama, a mente não quer ir
Há dias em que o corpo navega em águas calmas, mas na maior parte do tempo
Se vê ondas altas batendo no casco de um barco remendado às pressas com fé, cansaço e vontade

A vida adulta não espera, quando o relógio insiste em seguir
Carrego nas costas pedras que a vida despeja no convés
Responsabilidades, prazos, cobranças, a casa que precisa de cuidados
A família que precisa de colo, o trabalho que exige resultados, o estudo que pede mais horas, do que o corpo pode suportar

O coração vai criando calos, porque ninguém avisou, que crescer é engolir sapos
Com um sorriso treinado no espelho, e fingir que tudo está bem
Mesmo quando o peito está cheio, o rosto precisa permanecer ensolarado
Quando tudo pesa demais, não tem porto, nem farol, nem sopro de vento que alivie

Mesmo parado com o barco encalhado na areia, vendo o tempo subir com a maré
Enquanto as forças baixam, após engolir sapos como quem engole a própria tempestade
Fica na esperança de tampar o sol com a peneira, tentando acreditar
Que o amanhã vai ser mais leve, que o medo diminui, que o peso se desfaz
Que a luz continua ali brilhando fortemente, mesmo quando a nuvem escura cobre o céu

Com dias de chuva miúda, em que o cansaço apenas aperta devagar
Outros vêm como tornados, levando o ânimo pelos ares
Deixando apenas as ruínas por dentro, arrancando telhas de um coração
E rachando paredes da paciência.

Os dias, em que as pedras nas costas pesam demais,
Prendem os passos, atravancam caminhos
E fico parado enquanto o tempo passa
Observando o mundo girar, sem força para girar junto

E nessas horas, a vontade de continuar diminui,
A esperança balança, o cansaço vence por instantes
E o silêncio fala mais alto
Do que qualquer grito engolido

Mas no fim da noite, por mais doída que tenha sido a navegação,
Sempre surge um sussurro dentro de mim:
“Segura firme, Amanhã talvez o mar acalme, o sol irá furar as nuvens, a chuva irá vier brisa, e a vida vai ser menos pesada. Respira. Amanhã…
Amanhã talvez seja melhor o dia.”
Franthesca Kally
12/0119:01
Poema na Liga dos Sete - Facebook.
Sinal de Alerta

Você tem tudo para ser quem irá me fazer duvidar,
Querendo coisas loucas, quer me transformar
Tem o poder de criar alucinações em minha mente,
Quer destruir minhas estruturas
Você consegue desfazer de mundos, como um magico
Um toque sutil, molda novas aventuras

Você é o sinal de alerta, que todas as mentes sãs gritam, para tomar cuidado
É o sinal que arrepia o corpo, tudo dizendo “Cuidado”
Mas há uma outra voz que grita mas forte: “Cuidado, siga em frente!”

Nas batidas dos compassos, você se transforma
Garota, você pode ser a vida e a morte, em um segundo,
Nas vibrações a redor, garoto, você vai para fora dos padrões
Dança na frente de quem se nega em aceitar a liberdade, siga sempre em frente

Nos dias que perdem as horas, em um instante, é dia no outro é noite,
Você criou outro universo, com o silencio é a agonia ao redor
Me faz quebrar os limites, me faz mudar, me fazendo delirar
Quando era de manhã, agora é noite, o tempo é um mistério a vagar
Nem aprece que agora, a pouco era seis da manhã

O sinal de alerta, ainda grita em minha mente
As vozes gritam: “Cuidado!”, já as outras gritam com mais força: “Cuidado, siga em frente!”

Entre sonho e realidade, você me faz viajar,
Nas batidas dos compassos, você se transforma
Garota, você pode ser a vida e a morte, em um segundo,
Nas vibrações a redor, garoto, você vai para fora dos padrões
Dança na frente de quem se nega em aceitar a liberdade, siga sempre em frente

No decorrer dessas mudanças, você calou as vozes da minha cabeça, criando outro universo
Você tem o poder de criar e destruir, com apenas um toque
Consegue silenciar a agonia ao redor, criando outro universo
Toque sutil, molda novas aventuras,

Você vem com o sinal de alerta, para qualquer mente sã, grita para tomar cuidado
É o sinal que arrepia o corpo, tudo dizendo “Cuidado, em todos os sentidos
Mas há uma outra voz que grita mas forte: “Cuidado, siga em frente!”
Franthesca Kally
12/0119:00
Poema na Liga dos Sete - Facebook.
Voz que move o mundo

Fazenda que move o mundo
Ao povo do agro e da pecuária
Rumo ao futuro, que está por um triz,
O campo clama por mais, a força da terra não se esconde

Anseio pelo que vira, a busca por melhorias,
O povo grita por mais, não neguem e rejeitem
Somos nós que decidimos o rumo, com coragem e paixão
Temos os campos vastos e férteis, de onde a terra é a vida

O futuro se planta e o sonho se colhe
Hoje é o futuro do amanhã, nós moldamos o amanhã
Com a força das mãos, somos a voz que move o mundo
Com cada amanhecer, renovamos nossa crença

Escutamos os pássaros e o barulho do vento
Sabendo o que está por vim, aprendemos a decifrar
E falar a língua da natureza, enquanto enfrentamos tempos difíceis
Sob o sol escaldante, á labuta e diária, mas a vitória que nos guia

Somos a voz que move o mundo
Com cada amanhecer, renovar nossa crença, no trabalho duro, encontramos nossa força
A busca por melhorias e reconhecimento, não param, o desejo de um futuro melhor para as próximas gerações
A labuta é dura, mas a vitória é o que nos guia, o campo é o nosso ying

Limites não existem, para se acreditar, a jornada é nossa, a história é escrita
Levamos o mundo com a força de nossas mãos e máquinas
No campo encontramos o ying e yang da vida, o equilíbrio e trabalho, do dia e da noite
A jornada é nossa, a história é escrita em cada amanhecer, redobrando nossa fé

A vida simples que levamos, mas cercada de muita luta e dedicação pelo que nosso coração bate forte
Limites não existem, na lida do campo, as cores e esperanças, um mundo a se revelar
Desde os tempos antigos, nosso povo semeia com a esperança, na lida diária, o futuro se avança
O agro e a pecuária, com a coragem e paixão, seguem moldando o futuro, com firmeza e dedicação

Do sertanejo se faz nossa música
No ar das cordas do violão, ou até mesmo da viola
Nosso dia e feito, e à luz do luar descansamos
Em cada semente plantada, em cada cabeça de boi engordado
Um futuro sem forma, e no grito do campo, a esperança se transforma

Mesmo o futuro sendo incerto, o plantamos e ansiamos pela colheita do sonho
E seguimos e decidimos, com a coragem e paixão
Levamos conosco o anseio pelo que vira, a busca por melhorias
O campo clama por mais, a força da terra não se esconde
Franthesca Kally
12/0118:59
Poema na Liga dos Sete - Facebook.
Quando crescemos

É triste ter que fazer aquilo que não gosta, de abrir mão de sonhos, engolir os gritos da mente
E se recorre na busca da válvula de escape
Como quem procura o ar num quarto sem janelas
É ter que engolir para não gritar
Engolir o que sufoca, enquanto a mente grita mil vezes
E o coração implora para não continuar
Na infância, perguntam o que queremos ser
E respondemos com olhos carregados de luz

Traçando metas que nem imaginamos ser possíveis
Pensando que o mundo é perfeito, sem imaginar que o mundo pesa
E cada um de nós tem seus sonhos e ambições
Achando que o caminho é reto, sem erros
Que vamos alcançar o que desejamos, como se bastasse querer
Crescemos um pouco mais, e ainda gritamos que é possível ao mundo
Mas ninguém nos conta, que sonhar alto demais
Pode virar uma queda, dolorosa

Quando a fantasia acaba e a realidade chega
Há sonhos que não passam de sonhos, metas que se apagam no tempo
O medo e a desilusão, se arrastam como sombras atrás de nós
Mas o tempo passa e nos cobra caro
E quando o plano A desmorona, a cobrança acontece
E corremos para o plano B, que nos engole
E às vezes o plano B não é caminho, pensamos como se fosse um atalho torto
Que nos leva mais longe, de quem somos

Na pressa de calar o vazio, buscamos válvulas de escape
Em lugares que não devíamos, bebemos ilusões
Nos afogamos em distrações, tentamos preencher o buraco
Com tudo que nos esvazia
E no espelho vemos o peso que isso se torna, o gosto amargo
De decisões mal tomadas
O amargor de tempestades que não eram nossas, mas insistimos em ficar
Às vezes ouvimos demais aos outros, e deixamos a vida escorrer como areia entre os dedos

Dizemos “amanhã eu luto”
Mas o amanhã vira cinco anos, e quando olhamos para trás
Tudo o que resta, é a tristeza de não ter tentado mais, tendo que ser engolindo
Os olhos reflexam as amarguras das decisões que tomou, com um suspiro será que ainda dá tempo...
Franthesca Kally