CrisRibeiro
@CrisRibeiroPele de Papel
O lápis invade.
A folha treme.
Carne branca:
pele de escrever.
Arranha.
Penetra.
Revela o que a alma
não quer mostrar.
Promessas quebram.
Palavras queimam.
Nada fica.
Tudo arde.
Às vezes é mais:
gozo que explode,
sol no quarto,
grito no peito.
Escrevo para durar.
Mal e sal
na mesma boca.
O papel me veste,
me assanha,
me salva.
Imortal.
Que morde.
Cris Ribeiro
#poesiabrasileira #poesia #peledepapel
O lápis invade.
A folha treme.
Carne branca:
pele de escrever.
Arranha.
Penetra.
Revela o que a alma
não quer mostrar.
Promessas quebram.
Palavras queimam.
Nada fica.
Tudo arde.
Às vezes é mais:
gozo que explode,
sol no quarto,
grito no peito.
Escrevo para durar.
Mal e sal
na mesma boca.
O papel me veste,
me assanha,
me salva.
Imortal.
Que morde.
Cris Ribeiro
#poesiabrasileira #poesia #peledepapel
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