#Desafio 99 *Decidi…* Decidi não te dedicar Mais nenhum texto. Decidi abortar o sentimento, Matar-te dentro do peito. Decidi que não quero mais Viver nesta tortura, De dedicar-te amor e ternura, Que, com desprezo, desfaz-se de mim. Decidi, então, que deixarás de viver Em meu coração. Vais morrer! Pois te mato em meu peito. Meu pleito é viver sem este tormento. Decidi que te darei o meu desprezo, Como um ato autodefeso. Libertar meu coração do seu cabresto Será o seu ou o meu fim… Ou nada feito! Decidi… Mas não sou eu quem decido. Amar você foi um ato (auto imbuído). Queria não ter te querido, (Aconteceu!) …Mas darei um jeito nisso. Meu compromisso, agora, será comigo! (Quando eu descobrir como fazer isso). Em mim, terás morrido, Para eu viver. Ou, ao ler isto, terás entendido, Afinal, o que tento te dizer. MarU
Mas, não: há beleza nas palavras. Há beleza em dizê-las, em ler e significar seus sentidos.
Há beleza nos seus versos, nas suas estruturas, no seu cuidado em dizer-sem-dizer.
A tristeza? A dor? Ela passa. Sempre passa. A poesia permanece.