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FILOSOFIA DE NOSSA EXISTÊNCIA

A minha lembrança mais antiga de infância é uma lembrança triste. Foi o dia que meu amigo faleceu.

O Guri estava paralisado, não se mexia e não respirava, não brincava e nunca mais ia brincar comigo.

Eu o chamava, o sacudia, ele não reagia, pois já não passavava de um cadáver frio e duro.

Eu na minha tenra infância não entendia o que tinha acontecido.

Percebi que aquele ser pequeno, meu amigo de primeira infância, não estaria mais entre nós.

Entendia naquele instante que aquele gato vira-latas não brincaria mais comigo. Não teria mais as sonecas na tarde junto com ele. Aquele ser de pelagem cinza tigrado não viveria mais entre nós.

A partir daquele momento descobri que a vida é efêmera, um piscar de olhos, um suspiro, um momento pequeno e insignificante perante a imensidão do universo.

Muitas perdas tive mais tarde durante minha vida: outros animais de estimação, amigos, amores, minha mãe; todos tirados de nossa convivência por aquilo que chamamos de morte.

A vida é curta, devemos viver intensamente cada momento, sendo nós humanos ou qualquer outro ser que habita essa nossa morada no qual chamamos de terra.

Pedro Barretho
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