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#Link365TemasLivros 163 um livro onde a identidade poética se multiplica, e cada poema revela uma face distinta do autor, não como incoerência, mas como vastidão. Obras onde o eu lírico se fragmenta para se tornar mais inteiro.

Mais eus do que eu, de Diego Grando.

Publicado em 2008, mas ainda reverberando com força, o livro é resultado de uma dissertação de mestrado em Escrita Criativa que se desdobra em poemas onde o sujeito lírico assume múltiplas vozes, máscaras e tons. Não há uma identidade fixa: há um coro. O poeta pode ser jogral, guerreiro, místico, Orfeu, tudo ao mesmo tempo, ou em momentos distintos. Essa multiplicidade não é ruído, mas harmonia dissonante, como se cada poema fosse uma janela para um aspecto do mesmo ser em expansão.

A obra dialoga com a tradição de Fernando Pessoa e Mário Faustino, mas com uma linguagem contemporânea, marcada por ironia, lirismo e experimentação formal. A crítica destaca como Grando transforma a fragmentação em potência poética — o “eu” não se perde, ele se amplia.
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