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@cassescreve#Link365TemasLivros 173 um livro em que a narrativa se dá de dentro para fora, onde o mundo é percebido por um sujeito obsessivo, atormentado, e a linguagem revela não os fatos, mas os labirintos da mente.
O Túnel, de Ernesto Sabato.
Tudo nele é visto por dentro: e esse “dentro” é um abismo. O narrador, Juan Pablo Castel, é um pintor obsessivo que confessa, logo na primeira linha, ter assassinado a mulher que amava. A partir daí, o livro se transforma em um mergulho claustrofóbico na mente de um homem atormentado, paranoico, que tenta justificar o injustificável. A realidade externa importa menos do que os desvios da percepção, os silêncios interpretados como sinais, os gestos mínimos que se tornam labirintos.
A escrita de Sabato é seca, precisa, mas carregada de tensão. Não há floreios, há cortes. A linguagem revela não os fatos, mas os delírios, as repetições, os pensamentos circulares de um sujeito que tenta desesperadamente dar sentido ao caos interno. É uma narrativa de dentro para fora, onde o mundo é deformado pelo olhar de quem o observa.
O Túnel, de Ernesto Sabato.
Tudo nele é visto por dentro: e esse “dentro” é um abismo. O narrador, Juan Pablo Castel, é um pintor obsessivo que confessa, logo na primeira linha, ter assassinado a mulher que amava. A partir daí, o livro se transforma em um mergulho claustrofóbico na mente de um homem atormentado, paranoico, que tenta justificar o injustificável. A realidade externa importa menos do que os desvios da percepção, os silêncios interpretados como sinais, os gestos mínimos que se tornam labirintos.
A escrita de Sabato é seca, precisa, mas carregada de tensão. Não há floreios, há cortes. A linguagem revela não os fatos, mas os delírios, as repetições, os pensamentos circulares de um sujeito que tenta desesperadamente dar sentido ao caos interno. É uma narrativa de dentro para fora, onde o mundo é deformado pelo olhar de quem o observa.
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