eduliguori
@eduliguori
Ando macambúzio
um gramo insolente
desse jeito sorrateiro
entre ramos me queixo
de que vale essa prosa
todo o molejo poético
se meus vasos sem flor
permanecem assim
sem beijo sem cheiro
raiz seca e terra árida
ando emburrecido
um tanto tenente
sem dinheiro
ali me deixo
admirando uma rosa
sirvo um sorriso patético
sigo sem teu amor
uma semana sem fim
um perigoso vespeiro
a cara lavada pálida
com o corpo adormecido
tenho o pensamento demente
sem barro oleiro
novamente me queixo
com uma bossa

Edu Liguori
© 2026 Literunico, Todos os direitos reservados.
Link copiado!