eliz_leao
@eliz_leao
Entre tudo que não vivi,
E o tsunami que me alaga,
Das vidas em que já fui,
Alguém, para pessoas,
Que não conheço mais,
Há a possibilidade
Da distopia.
Das pessoas que amei,
E das qualidades que eu mesma,
Criei para elas.
Para desculpar meus medos,
De nunca ser amada,
Escolhida ou desejada.
E mesmo que eu nunca tenha sido
A escolha delas, em primeiro lugar,
Me senti como se fosse,
Pois amei tanto, que transbordei
Meus sentimentos,
Imputando à elas, algo,
Que elas nunca sentiram.
E enfim, me livrei,
Quando o auto conhecimento,
E o reconhecimento de mim mesma
E do que eu merecia, se fez presente,
Vivo, pulsante, colorido e amante.
Eu transbordei,
Me alaguei novamente,
Desta vez, do tsunami de amor próprio.
É libertador se ver no espelho que você mesma idealizou.
Defeitos e qualidades, equiparados,
Lapidados.
A melhor forma de mim,
Será sempre o meu futuro,
Mas posso aproveitar muito bem,
Todo o meu prazer
Em ser quem sou.

Eliz Leão
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