eliz_leao
@eliz_leao
Mergulho em tua ausência,
Como uma fera sedenta.
Me desfaço, no regaço,
Inexistente do seu abraço.
Desmembro, a alma,
E aos pedaços, me embaraço,
Na tentativa de me refazer.
Sem mim mesma, caminhante, sussurro juras.
Traço orações, em papéis rasgados.
Peço.
Cansaço.
Ouço sons, que rastejam, sorrateiros
Por entre os dedos, das mãos, vazias, do toque das suas.
Como um fantasma, assombro minha tão sensível alma.

Eliz Leão
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