eliz_leao
@eliz_leao
Ele me amou em silêncio
Por tantos dias...
Meses.
Sem me falar uma única palavra,
Ele apenas me olhava viver,
Me incentivava a ser,
Sem nunca, nada esperar.
Sorria, quando me via sorrir
E me dava o ombro, o colo e os ouvidos,
Pacientemente,
Quando eu precisava chorar.
Me entendeu, estendeu a mão.
Me trouxe um pouco de si mesmo, a cada opinião.
Sem nunca, nunca me influenciar sobre qualquer coisa que fosse.
Minhas opiniões, eu mantinha, intactas, seladas e comprovadas, com minha própria experiência de vida.
Não que eu não quisesse mudar, mas entenda, eu já tinha idade suficiente, para não mais acreditar.
Principalmente no amor.
E certo dia, já tenso pelo que sentia, ele se abriu, e eu me fechei.
Me fechei para o que ele havia me confessado, sem pretensão de pensar, imaginar sequer, qualquer coisa em troca.
Foram três dias.
Foram mais de mil palavras.
Se desculpando, se culpando, tentando se redimir, da dor que me causou, tentando me rever.
Tentando voltar a me sentir.
Eu lia, chorava, me afastava. Trabalhava, mal comia, e ansiava.
Por ele.
E eu chorei, me afastei e sofri.
Não queria amar, não sabia ser amada. Não mais. Nunca fui, o que mudaria, agora?
Então, aos poucos, meu coração entendeu, que eu só sofria, pela simples ideia de que eu o amava.
E eu o amava. E eu queria viver esse amor, saber o sabor de ser amada!
O amo até hoje. Ele me ama cada dia mais e todos os dias, é exatamente igual a quando começamos a namorar. Mas o amor, ah, esse amor, é tão imenso, eu já nem sei onde ele começa, e onde termina, o meu eu.

Eliz Leão