eliz_leao
@eliz_leao
Silêncio,
Se perpetua em minha alma cansada.
Como sirene,
Ecoa,
Neste vazio sem fim.
Onde a goteira,
Dos meus choros, esvaziam,
Meus olhos,
Pingam.
Molham e temperam com sal,
Este infinito desgosto.
Certamente,
Em algum lugar,
Entre o desespero e a calma,
Que lutam pra me deixar sóbria,
Há o conforto do fechar de olhos
E o se perder,
Na cacofonia dos meus sonhos,
Que me parecem,
Mais paz do que sono.

Eliz Leão