eliz_leao
@eliz_leao
Vê, a alma que cresce e habita o outro.
É igual a tua, em papéis marcados,
Engavetados, milimétricamente moldados.
Que quando se implodem,
Procuram logo, os culpados.
Por não seguirem esses papéis marcados, surrados,
Com lágrimas e sangue jorrado,
Em benefício do mercado.
Fábricas de filhos, vivos ou alados.
Até quando serás taxado?
Até quando seus olhos,
Permanecerão vendados?
Límpidos olhos de criança,
Sujos com lágrimas das matança,
De velhos poderosos,
Que com uma bomba,
Roubam-lhes a vida, os sonhos e seu breve existir.
Que destroem, e riem, plantando a pobreza no mundo,
Para apenas poucos(eles) usufruir.
E aqueles, de grilhões nas mãos,
Que defendem esses poucos,
Também carregam o mar de sangue,
Dispostos a morrer, fãs
De quem quer mesmo lhes tirar a vida,
Em troca de tudo e de todo poder.

Eliz Leão