literunico
@literunico
O Amor brota como um paradoxo,
Como fogo que queima e nunca se vê,
É a estranha condição sem um diagnóstico
É tudo que se quer do será que pode ser

Na ausência que ele se faz mais próximo,
Um silêncio intenso, o barulho sem fim,
É a dança solitária, o não ortodoxo
A resposta que confunde à espera do sim

Ele é o riso que desarma, que se disfarça,
Um olhar que fala mais que a palavra
É o abraço que envolve, o tempo que passa
A memória que finca, no peito se crava

Na simplicidade do momento ele se revela,
No gesto pequeno, na palavra não dita,
O Amor é ridículo, na carta que sela,
Se faz faz poesia, mas não se limita.

Eder B. Jr.
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