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#Dia 340
Pujança

Ergue-se altiva, de músculos tensos,
De onde a seiva da terra transborda.
Pujança não teme os imensos
Faz da fúria do mundo sua orda.

Nos veios da carne, há lava contida,
Não explode, mas consome a frio.
É força que tange mas não é vencida,
É mar que alaga ao alcançar o rio.

De olhos fechados, ela antevê
O desabrochar de toda semente.
Pujança não grita, espera crescer
O que o tempo não acha sequer pertinente.

Ela é mais que vigor ou destreza:
É poder ser sem precisar provar.
É flor em rocha, é sutileza,
É o sopro que derruba, a devastar.

Eder B. Jr.
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