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@literunico há 10 meses
Público
Deságua em mim um silêncio sem margem. Sou o leito que cede ao toque da lembrança. As pedras não falam, mas guardam os gestos. E eu, rio contido, revivo o que escoamos. Entre curvas e suspiros, não fui tua nascente, mas fui o caminho onde tua essência nadou. Não fazes pegadas, mas ondas. E toda vez que cerro os olhos, elas me buscam, me dobram, nos desenham, nas almas. Sou o som sem o ar. Sou o fluir do molhar. Sou o depois do ainda. Depois. Eder B. Jr.

Comentários (3)

@CrisRibeiro · há 10 meses
Deixa eu pegar uma beirinha: lindo, amigo!
@eliz_leao · há 10 meses
Coisa mais linda do mundo
@MarU · há 10 meses
Adorei o ritmo, as imagens, a sonoridade do poema, a métrica das palavras. Um dos seus poemas mais lindos! 🤌❤️👏👏👏
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