@ricardoathos
há 9 meses
Público
Arte, Cinto, Pele, Poesia
Entrei de roupa.
Saí atravessado.
Não foi o nu que me expôs
foi a poesia.
Cada palavra que li e ouvi
abria minha pele
como quem rasga um envelope suado
escrito com pressa e tesão.
Não performei.
Me confessei.
Na frente de corpos
que não pedem permissão pra gozar,
mas gozam como quem reza.
Vi bocas molhadas de verso,
outra de sêmen,
e umas que sabiam dizer "quero"
com o olhar cravado entre as pernas.
Teve gemido no palco,
e gemido que ninguém ouviu
mas que ficou gravado na carne de quem olhava.
Teve dor ritual,
tesão cênico,
arte que morde,
corda que prende,
e gozo que liberta.
Vi cenas.
Toquei outras.
Entrei nelas.
O sarau não acabou quando as luzes baixaram.
Acabou quando voltei pra casa
e ainda sentia a arte
escorrendo da minha pele.
Comentários (4)
@calorliterario_
· há 9 meses
Ual! Adoro quando vc faz arte com a arte!
@CrisRibeiro
· há 9 meses
❤️🔥🧑🚒🧯
@eliz_leao
· há 9 meses
Segundoooou geral 🔥🔥🔥
@MarU
· há 9 meses
🌚🔥 Eita inspiração pra salvar a segundona. 🤌❤️🔥
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